As tarefas da MINUSCA, missão criada em setembro de 2014, são, entre outras, a proteção dos civis, a contenção da violência e o apoio às autoridades para estabelecer uma transição política através de um diálogo político inclusivo.

No terreno, aquela missão conta com mais de 14.500 efetivos de diferentes nacionalidades no país, um dos mais pobres do mundo.

Portugal está presente na missão desde o início de 2017, tendo no terreno, desde 06 de setembro, aquela que é já a 4.ª Força Nacional Destacada Conjunta no país, composta por cerca de 160 militares.

No início de setembro, o major-general do Exército Marco Serronha assumiu o cargo de 2.º comandante da MINUSCA.

Portugal também integra a Missão Europeia de Treino Militar-República Centro-Africana (EUTM-RCA), comandada pelo brigadeiro-general Hermínio Teodoro Maio.

A EUTM-RCA, que está empenhada na reconstrução das forças armadas do país, tem 45 militares portugueses, entre os 170 de 11 nacionalidades que a compõem.

A República Centro-Africana (RCA), que conquistou a sua independência de França em 1960, vive desde 2013 sob a ameaça de grupos armados no seu território, com 4,5 milhões de habitantes.

Os conflitos começaram depois do derrube do ex-Presidente François Bozizé por vários grupos juntos na designada Séléka (que significa coligação na língua franca local), que suscitou a oposição de outras milícias, agrupadas sob a designação anti-balaka.

A guerra civil já causou milhares de mortos, apesar de não haver números fiáveis, e obrigou cerca de um milhão de pessoas a abandonar os seus lares.

O Governo do Presidente, Faustin Touadera, um antigo primeiro-ministro que venceu as presidenciais de 2016, controla cerca de um quinto do território.

O resto é dividido por mais de 15 milícias que, na sua maioria, procuram obter dinheiro através de raptos, extorsão, bloqueio de vias de comunicação, recursos minerais (diamantes e ouro, entre outros), roubo de gado e abate de elefantes para venda de marfim.

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