O papa Francisco agradeceu aos jovens que participaram nas Jornada Mundiais da Juventude (JMJ), que terminaram hoje, pela alegria que fez vibrar o Panamá, a América e o mundo inteiro.

“E a vós, queridos jovens, um grande ‘obrigado’! A vossa fé e alegria fizeram vibrar o Panamá, a América e o mundo inteiro”, disse o papa durante a missa que encerrou as JMJ no Panamá e que durante uma semana reuniu milhares de jovens de todo o mundo.

Aos jovens o papa disse ainda para continuarem “a caminhar, a viver a fé e a partilha-la”.

“Não vos esqueçais que não sois o amanhã, não sois o ‘entretanto’, mas o agora de Deus”, disse o papa, pedindo ainda que no regresso às paróquias, comunidades, família e amigos transmitam a experiência para “outros possam vribrar”,

Um pouco antes do anúncio de que as próximas JMJ serão em Portugal em 2022, o papa agradeceu ainda a presença nesta celebração do Presidente do Panamá, Juan Carlos Varela Rodríguez, e dos presidentes doutras nações e das demais autoridades políticas e civis.

A assistir estava também o Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, assim como o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina e o secretário de Estado da Juventude, João Paulo Rebelo.

A delegação portuguesa inclui também 300 portugueses de 12 dioceses e seis congregações e movimentos (Salesianos, Caminho Neocatecumenal, Equipas de Jovens de Nossa Senhora, Juventude Mariana Vicentina, Schoenstatt e Focolares), 30 voluntários e seis bispos, nomeadamente Manuel Clemente, cardeal-patriarca de Lisboa, Joaquim Mendes, presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família e bispo auxiliar de Lisboa, José Cordeiro, bispo de Bragança-Miranda, Manuel Felício, bispo da Guarda, D. Nuno Almeida, bispo auxiliar de Braga e Virgílio Antunes, bispo de Coimbra.

O papa fez ainda um agradecimento ao arcebispo de Panamá, José Domingo Ulloa Mendieta, pela sua disponibilidade e mediação para hospedar na sua diocese estas Jornadas, bem como aos outros bispos deste país e países vizinhos, “por tudo o que fizeram nas suas comunidades para dar abrigo e ajuda a tantos jovens”.

As Jornada Mundiais da Juventude que terminaram hoje no Panamá foram um primeiro momento de encontro global dos jovens após o sínodo dos bispos que lhes foi dedicado, em outubro de 2018, e no qual foi reforçada a necessidade de continuar a caminhar com os jovens.

Celebrado todos os anos ao nível diocesano e com um intervalo periódico de dois ou três anos, em diferentes partes do mundo, as JMJ foram criadas pelo papa João Paulo II em 1985.

O cardeal patriarca de Lisboa oficializou o pedido para receber as Jornada Mundiais da Juventude (JMJ) no final de 2017 e desde 2012 que em várias reuniões do Conselho Pontifício para os Leigos (CPL), do Vaticano, a hipótese de Portugal tem estado a ser pensada.

As anteriores edições da JMJ realizaram-se em Colónia, na Alemanha, em 2005, Sydney, na Austrália, em 2008, em Madrid, em 2011, com o papa Bento XVI, no Rio de Janeiro, em 2013, e em Cracóvia, na Polónia, em 2016, com o atual pontífice.

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