O Parlamento Europeu deu esta terça-feira luz verde à renovação do Acordo de Cooperação Científica e Tecnológica entre a União Europeia (UE) e o Brasil, salientando o papel deste país como parceiro de investigação e inovação. A renovação do acordo, que entrou em vigor em 7 de agosto de 2007 e está a ser prolongado pela segunda vez por um período de cinco anos, foi aprovada com 504 votos a favor, 35 contra e 95 abstenções pelo hemiciclo, reunido em Estrasburgo, França.

O Acordo de Cooperação Científica e Tecnológica entre a UE e o Brasil abrange, por exemplo, a investigação no domínio das energias renováveis e dos biocombustíveis avançados de segunda geração. Desde que o acordo foi renovado pela última vez, em 2012, “o Brasil registou progressos significativos na sua política em matéria de ciência, tecnologia e inovação (CTI), o que contribuiu para o reforço institucional do sistema CTI. Tal incluiu um aumento do número e das qualificações dos recursos humanos e das infraestruturas em I&D”, lê-se na exposição de motivos do relatório parlamentar.

“O Brasil continua na vanguarda da investigação no domínio da agricultura, bem como no domínio das doenças infecciosas e das doenças tropicais. É também um ator de nível mundial nos domínios das tecnologias de informação e comunicação, das nanotecnologias e da energia e acolhe algumas das principais universidades da América Latina”, acrescenta o texto.

As relações entre o Brasil e a UE nos domínios da ciência, tecnologia e inovação têm vindo a aumentar. Entre os países terceiros, o Brasil foi, até à data, o sexto país mais ativo no sétimo programa-quadro de investigação e desenvolvimento tecnológico (2007-2013) e o quinto no Horizonte 2020.

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