Os funcionários do parlamento da Guiné-Bissau iniciaram na segunda-feira uma greve para reivindicar o pagamento de salários em atraso e o porta-voz da comissão negocial de greve já admitiu a possibilidade de a paralisação poder interferir com o início do debate do programa do Governo.

O executivo da Guiné-Bissau já tinha entregado o programa no parlamento, mas a ausência do primeiro-ministro, Aristides Gomes, e do presidente da Assembleia Nacional obrigou a um adiamento da marcação da data para o início dos trabalhos.

O programa de Governo está focado em vários áreas, nomeadamente desenvolvimento humano e urbano, biodiversidade, governação e paz, infraestrutura e industrialização.

Paralelamente, o Governo guineense está também a aplicar um programa de emergência nacional, baseado em seis eixos, que incluem a promoção do crescimento económico, redução da pobreza e a reforma e modernização das instituições públicas.

Segundo o documento, na primeira sessão extraordinária da décima legislatura, os deputados vão analisar também a situação da apreensão de drogas no país, discutir e votar o orçamento da Assembleia Nacional Popular, votar os novos membros do conselho de administração e decidir sobre o novo modelo de cartão de identificação e livre-trânsito dos deputados.

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