Na quinta-feira, aqueles partidos, incluindo o PRS (segunda maior força política do país e que faz parte do atual Governo) denunciaram, em conferência de imprensa, alegadas irregularidades no recenseamento eleitoral e exigiram a demissão da ministra da Administração Territorial, Ester Fernandes.

“Viemos hoje à Presidência para de facto exigir do Presidente uma solução face ao atual processo de recenseamento eleitoral. Entregámos uma carta aberta com as nossas exigências e é da sua inteira responsabilidade tirar ilações e fazer cumprir a lei”, afirmou o deputado do PRS, Sola N’Quilin.

A semana passada aquele grupo de partidos tinha dado até terça-feira para o Presidente da República e o primeiro-ministro tomarem medidas.

“A carta aberta está na mão do Presidente e não estou autorizado a revelar o que está dentro da carta”, disse aos jornalistas, quando questionado sobre o teor da missiva.

Questionado sobre se na carta insistiam na demissão da ministra da Administração Territorial, Sola N’Quilin afirmou que as exigências apresentadas na quinta-feira continuam a ser feitas.

“Nós trazemos as nossas posições ao Presidente da República, cabe ao Presidente da República assumir as suas responsabilidades”, afirmou o deputado.

No encontro estiveram presentes além do PRS, representantes de um grupo de 18 partidos, o Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), a APU-PDGB (Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau), de Nuno Nabian, e a União Patriótica Guineense.

As legislativas na Guiné-Bissau estavam marcadas para 18 de novembro, mas dificuldades técnicas e financeiras levaram a atrasos no início do recenseamento, que acabou por ter de ser prolongado para além da data prevista para a realização das eleições.

A forma como o recenseamento está a decorrer tem estado a ser contestado por vários partidos políticos e pela sociedade civil.

O Presidente guineense, José Mário Vaz, anunciou já que só marcará a nova data das legislativas após o recenseamento estar completo.

O Governo guineense tem apelado a todos os cidadãos eleitores para fazerem o seu recenseamento para participarem nas eleições.

José Mário Vaz também esteve hoje reunido com o primeiro-ministro, Aristides Gomes, que no final do encontro não prestou declarações aos jornalistas.

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