Numa conferência de imprensa realizada na segunda-feira à noite, no Hotel Diamante, na Baixa de Luanda, Paulo Flores  prometeu “fazer tudo” para realizar três espectáculos de “angolanos para angolanos” e procurar “romper os distanciamentos” entre artistas e espectadores.

Numa conferência de imprensa muito animada, Paulo Flores recordou que faz da música e dos palcos, momentos de reencontro consigo mesmo, procura apenas transmitir as coisas boas e negativas, sem ferir sensibilidades: “Apenas, canto o que sinto e o que as pessoas gostariam de exprimir. Se não conseguir cantar para o meu povo, então, acho que não estou a cumprir  a  minha função”.

O autor de canções, como, “Xé Povo”, “Poemas do Semba” e “Inocente”, explicou que o mais difícil vai ser realizar espectáculos sem deixar a emoção tomar conta do cenário, pelo facto de considerar Yuri da Cunha “um irmão mais novo”, com quem nos últimos anos partilhou vários  momentos: “Tornamo-nos compadres, pelos os nossos filhos, pela música e por defendermos a nossa identidade cultural”.

Yuri da Cunha afirmou que fazer mais uma vez dueto com Paulo Flores “é continuar a beber da sabedoria e da experiência artística” daquele que considera “monstro” da música angolana.

O autor do disco, “O intérprete”, disse que a ideia é criar nos espectáculos momentos únicos e que possam ficar registados durante muito tempo na memória dos espectadores. “Vamos fazer uma festa em que de certeza a emoção vai falar mais alto.”

Cantar com Paulo Flores, adiantou, é sempre gratificante pela simplicidade, honestidade e pureza. “ Mais do que cantar, o momento é de partilha de experiências, não apenas entre os cantores, mas com o público”.

Encontro de duas gerações 
Por  “força dos nomes”, o projecto da Zona Jovem decidiu estender os concertos por três sessões seguidas, um dueto geracional em que os ícones da música popular angolana vão fazer tudo, para corresponderem às expectativas dos fãs.

O encontro de Paulo Flores e Yuri da Cunha já tem precedentes. O director da promotora Zona Jovem Produções e mentor do projecto, Figueira Ginga, que começou por fazer uma resenha do projecto, disse que os dois protagonizaram a canção “Kandengue atrevido”, em 2013, e a sintonia promete ser a mesma nos três espectáculos.

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