O Governo cabo-verdiano prevê que as receitas do turismo renovem em 2020 máximos históricos, chegando aos 430 milhões de euros, o equivalente a quase 23% de toda a riqueza produzida no país.

As previsões constam dos documentos de suporte à proposta de lei do Orçamento do Estado para 2020 – que volta ao parlamento para discussão e votação final na sessão plenária que arranca hoje e decorre até sexta-feira -, colocando o turismo, como já acontece há vários anos, como a principal fonte de riqueza do país.

Cabo Verde contou com mais de 750 mil turistas em 2018 e a meta do Governo é ultrapassar um milhão de turistas anuais em 2021.

Para 2020, o Governo estima que as receitas turísticas cresçam 10,6%, face a 2019, para 47.918 milhões de escudos (430 milhões de euros). Neste cenário do Governo, as receitas do turismo passam de um peso de 21,9% no Produto Interno Bruto (PIB) de 2019, para um peso de 22,7% no próximo ano.

Em 2015, as receitas com o turismo rendiam 30.427 milhões de escudos (273 milhões de euros), o equivalente a 19,2% do PIB cabo-verdiano.

No próximo ano, a procura turística por Cabo Verde, segundo a previsão do Governo, deverá aumentar mais de 6%, liderada pelos turistas de Portugal e do Reino Unido, mas também de França e da Alemanha.

A empresa de serviços médicos e de segurança International SOS classificou Cabo Verde como um dos países mais seguros para turistas, integrando o lote de pouco mais de uma dezena de Estados com um nível “insignificante” de riscos para os viajantes.

As conclusões, noticiadas no final de novembro pela Lusa, constam do “Travel Risk Map”, de 28 de novembro, mapa produzido por aquela empresa, com sedes em Londres e Singapura, que anualmente refere receber cinco milhões de chamadas de pedidos de assistência de turistas.

Neste mapa, Cabo Verde surge como o único país em África classificado com o nível “insignificante” – o mais reduzido de cinco – de risco para a segurança das viagens de turistas.

A International SOS é uma empresa privada que trabalha com organizações internacionais, as maiores empresas multinacionais, governos e organizações não-governamentais, contando com quase três dezenas de centros de apoio a turistas, que servem 90 países.

Partilham a classificação mais alta (“insignificante”) de segurança países europeus como Andorra, Suíça, Mónaco, São Marino, Luxemburgo, Dinamarca e Gronelândia, Eslovénia, Noruega, Islândia e Finlândia, além de uma dezena de pequenos Estados insulares nas Caraíbas e no Pacífico.

Por nível “insignificante” de risco de segurança, a International SOS classifica “taxas de crimes violentos muito baixas”, sem “violência política significativa ou agitação civil e pouca violência sectária, comunitária, racial ou direcionada contra estrangeiros”.

Publicidade