“O conselho de administração da Anadarko determinou por unanimidade que a proposta revista da Occidental é superior”, lê-se em comunicado.

Após “cumprir as suas obrigações com a Chevron”, decorrentes de um pré-acordo já assinado, a Anadarko pretende “celebrar um contrato de fusão definitivo com a Occidental”.

Nos termos do pré-acordo, a Chevron ainda tem o direito a fazer uma contraproposta até 10 de maio.

A Occidental anunciou na segunda-feira que deverá vender os ativos da Anadarko em África à petrolífera francesa Total, caso o negócio avance.

A luta comercial acontece numa altura em que se julga iminente o anúncio da decisão final de investimento da Anadarko em Moçambique.

A empresa texana lidera o primeiro megaprojeto de gás natural liquefeito (GNL) ‘onshore’ (em terra) em Moçambique.

O grupo de empresas que lidera vai explorar o gás encontrado nas profundezas da crosta terrestre, sob o fundo do mar, na bacia do Rovuma, a 16 quilómetros ao largo da província de Cabo Delgado.

Depois de extraído, através de furos, o gás será encaminhado por tubagens para a zona industrial (cujas infraestruturas estão em construção há ano e meio), na península de Afungi, onde será transformado em líquido e conduzido para navios cargueiros com contentores especiais para exportação.

O plano prevê duas linhas de liquefação e com capacidade anual de produção de 12 milhões de toneladas por ano (mtpa) de GNL.

Além da Anadarko, que lidera o consórcio com 26,5%, o grupo que explora a Área 1 é constituído pela japonesa Mitsui (20%), a indiana ONGC (16%), a petrolífera estatal moçambicana ENH (15%), cabendo participações menores a outras duas companhias indianas, Oil India Limited (4%) e Bharat Petro Resources (10%), e à tailandesa PTTEP (8,5%).

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