O governo são-tomense e a petrolífera francesa, Total assinaram hoje três acordos na área da educação, visando, concessão de bolsas de estudo, reabilitação e construção de infraestruturas escolares, dando inicio ao investimento de um milhão de dólares anuais no âmbito do compromisso social como operadora de um bloco de petróleo no mar do arquipélago.

 Além da ministra da Educação e Ensino Superior, Julieta Rodrigues em representação do governo, os documentos foram ainda assinados pelo representante da petrolífera Total, Pedro Ribeiro, bem como do director executivo da Agência Nacional de Petróleo, Olegário Tiny no âmbito do contrato de prospeção assinado em Março de 2019 por ambas as partes.

O representante da Total, Pedro Ribeiro explicou que no quadro das intervenções sociais, a empresa irá conceder em 2020, bolsas de estudo interna para alunos em São Tomé e na Região Autónomo do Príncipe bem como o patrocínio de formação e capacitação dos estudantes são-tomenses nas universidades francesas.

Quanto as intervenções infraestruturais, Pedro Ribeiro disse que a Total se compromete ainda a reabilitar os laboratórios, sala de informática e o ginásio do Liceu Nacional bem como a construção de uma mediateca no centro de ensino francês na também capital são-tomense.

Tendo-se congratulado com esta intervenção social da empresa, a ministra da Educação, Ensino Superior, Julieta Rodrigues considerou “ o início da mudança para um ensino de qualidade”, sublinhando tratar-se de “ memorandos de investimentos de extrema importância” para o desenvolvimento sustentável do País.

Na sua intervenção, o director executivo da Agência Nacional de Petróleo, Olegário Tiny disse que “ já estamos a sentir os efeitos da indústria petrolífera …antes de começarmos a produção …”. .

Em Maio de 2019, a Agência Nacional de Petróleo de São Tomé e Príncipe (ANP-STP) e o consórcio formado pela Total E&P da França e a Sonangol de Angola celebraram um contrato de prospecção de um bloco de petróleo no mar são-tomense por pagamento de um bónus de assinatura de 2,5 milhões de dólares e um milhão anual de apoios aos projetos sociais.

Segundo as disposições do contrato, a francesa Total que promete o serviço de perfuração já em 2020, detém 55% de interesses participativos, a Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola, Sonangol, dispõe de 30% e o Estado são-tomense através da Agência Nacional de Petróleo com 15%.

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