Numa conferência de imprensa em Luanda, para dar conta do posicionamento do Estado angolano face aos conflitos no seio da IURD que foram tornados públicos nos últimos dias, Valdemar José, disse que em causa estão vários tipos de crimes.

“Recebemos denúncias de alguns fiéis da IURD em janeiro”, adiantou o responsável do gabinete de comunicação do Ministério do Interior, afirmando que as queixas foram feitas de forma anónima.

As denúncias envolvem práticas consideradas como crime, algumas porque atentam contra a integridade física de cidadãos, como a vasectomia, castração e abortos forçados, outras contra o património e outras que configuram já branqueamento de capitais e corrupção.

Em novembro, as autoridades angolanas receberam outra denúncia já não de forma anónima.

Em 29 de novembro, mais de 300 bispos da IURD em Angola anunciaram o seu afastamento da direção brasileira e do bispo Edir Macedo por práticas contrárias à realidade angolana e desvio de divisas.

Segundo um comunicado subscrito por 330 bispos e pastores angolanos, noticiado pela imprensa angolana, em causa estão práticas contrárias “à realidade africana e angolana” como a vasectomia, que tem sido imposta aos pastores por Edir Macedo, evasão de divisas e a venda de mais de metade do património da IURD Angola “sem consulta prévia”.

“Tendo em conta que o nosso país é um Estado de direito e democrático em que a legalidade é um dos pilares da sociedade, podem compreender que as autoridades competentes não poderiam estar adversas a esta situação”, afirmou Valdemar José.

Nesse sentido, o porta-voz do ministério acrescentou que, “neste momento, decorrem dois processo-crime que foram unificados num só nos serviços de investigação criminal”.

Publicidade