O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, apelou hoje aos líderes de países africanos presentes hoje em Londres na primeira Cimeira de Investimento Reino Unido-África para aproveitarem as oportunidades proporcionadas pelo pós-Brexit.

“Vamos aproveitar as oportunidades que estão diante de nós aqui hoje. Vamos construir parcerias para o futuro. E, juntos, comecemos a escrever o próximo capítulo para o meu país, para o vosso país”, apelou, no discurso de abertura do evento.

O Governo britânico quer “construir um novo futuro como uma nação de livre comércio global”, vincou, aludindo à saída do Reino Unido da União Europeia (UE) no final deste mês.

“Quero intensificar e expandir o comércio de formas que vão muito além do que nós vos vendemos ou que vocês nos vendem a nós”, acrescentou.

Reconhecendo a concorrência de outras potências, como a China, Alemanha e França, Boris Johnson disse querer tornar o Reino Unido o “parceiro de investimento favorito” dos países africanos.

A ambição do Governo britânico é fazer do Reino Unido o maior investidor estrangeiro em África até 2022 entre os membros do G7, que inclui também Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos da América.

Mais de 2.000 empresas britânicas operam atualmente em África, cujo investimento é estimado em 36 mil milhões de libras (42 mil milhões de euros).

Para esta primeira Cimeira de Investimento, Boris Johnson conseguiu a participação de 21 dos 54 países africanos, incluindo 16 chefes de Estado, da Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Egito, Gana, Guiné, Marrocos, Moçambique, Nigéria, Quénia, Maláui, Mauritânia, Ilhas Maurícias, Ruanda, Senegal, Serra Leoa e Uganda.

O Presidente da República de Angola, João Lourenço, cancelou a participação, tendo enviado em representação o ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, vai intervir no painel “Oportunidades de Crescimento em África”.

Na cimeira participam ainda o presidente da União Africana, Moussa Faki, dirigentes de empresas como Standard Bank, Vodafone, BP, G4S ou Associated British Foods, além de outros membros do Governo britânico, como a ministra do Comércio, Elizabeth Truss, e a ministra da Economia, Andrea Leadsom.

A cimeira em Londres vai culminar com uma receção no Palácio de Buckingham, que o príncipe William e a mulher Catherine vão oferecer em nome da rainha Isabel II.

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