“Precisamos de boas parcerias que permitem conciliar a atração de capitais, tecnologias e boas práticas do setor privado, com a necessidade de evitar o endividamento excessivo dos países”, defendeu o chefe do Governo.

O governante cabo-verdiano falava na 7.ª Conferência Internacional de Tóquio para o Desenvolvimento de África (TICAD7, na sigla inglesa).

Para o primeiro-ministro cabo-verdiano, é preciso “financiar o investimento em infraestruturas orientado para a produção de resultados que provoquem transformações estruturais nas economias para torná-las mais produtivas e competitivas”.

Em sua opinião, só assim se pode atrair mais investimentos privados que criam empregos e fazem crescer a economia.

A TICAD é uma conferência internacional organizada pelo Governo do Japão, com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), do Programa das Nações para o Desenvolvimento, da Comissão da União Africana e do Banco Mundial.

A conferência, que se prolonga até sexta-feira, realizou-se na anterior edição em Nairóbi, capital do Quénia, em 2016, enquanto as duas edições anteriores aconteceram em Yokohama, cidade que volta a receber o evento.

O chefe do Governo cabo-verdiano está acompanhado no evento de uma comitiva composta pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, Luís Filipe Tavares, pela embaixadora de Cabo Verde na China, Tânia Romualdo, e ainda pelo embaixador Eduardo Silva.

À margem da cimeira, Ulisses Correia e Silva será recebido pelo seu homólogo japonês Shinzo Abe, manterá um encontro com o diretor geral da agência da ONU para a Alimentação e Agricultura (FAO), Qu Dongyu, e visitará algumas instituições e empresas japonesas.

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