Segundo uma nota partilhada no portal oficial do Governo chinês, Li Keqiang salientou, ainda no dia 03 de dezembro, que as “relações diplomáticas entre os dois países têm visto um rápido desenvolvimento desde que foram retomadas”.

O primeiro-ministro da China mostrou interesse em continuar a trabalhar com São Tomé e Príncipe para implementar os trabalhos do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC), que Pequim recebeu nos dias 03 e 04 de setembro, de modo a que parceria entre os dois países cresça.

As relações diplomáticas entre os dois países foram reatadas em dezembro de 2016, depois de São Tomé e Príncipe recuar no apoio a Taiwan.

Na altura, o executivo do então primeiro-ministro, Patrice Trovoada, justificou a decisão com “a defesa dos interesses genuínos de São Tomé e Príncipe e do seu povo”, e com “as tensões prevalecentes no plano internacional, a multipolarização dos centros de decisão, bem como da defesa cada vez mais aguerrida dos interesses nacionalistas (…) em detrimento do multilateralismo”.

Pequim e Taipé afirmam que existe uma só China.

Pequim considera Taiwan uma província chinesa e defende a “reunificação pacífica”, mas ameaça “usar a força” caso a ilha declare independência.

Já Taiwan, a ilha onde se refugiou o antigo governo chinês depois de o Partido Comunista (PCC) tomar o poder no continente, em 1949, assume-se como República da China.

Quando São Tomé decidiu reconhecer Taiwan, a ilha era um dos quatro “tigres asiáticos”, ao lado da Coreia do Sul, Hong Kong e Singapura.

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