O presidente do Movimento de Cidadão Independente (MCI), que elegeu dois deputados no distrito de Caué, sul da ilha de São Tomé, considerou que os seus membros estão a ser “marginalizados” e “perseguidos” pelo poder.

“Foi um ano (de governação) em que houve separação, houve discriminação”, afirmou Júlio Silva no final da audiência com o primeiro-ministro.

Segundo Júlio Silva, “ninguém dá opinião [sobre Orçamento] ou participa se se sentir que está a ser perseguido, que está a ser marginalizado”.

O partido Ação Democrática Independente (ADI), que participou com uma representação de cinco membros, classificou o encontro como “uma praxe” emanada pela Lei dos Partidos Políticos.

O porta-voz do grupo, Alexandre Guadalupe, sublinhou que o ADI apenas emitirá opinião aquando da discussão parlamentar do OGE.

Já o presidente do Partido da Convergência Democrática (PCD), Arlindo Carvalho, um dos partidos que sustenta o Governo, disse esperar que o OGE de 2020 “possa ser executado com maior taxa de cobertura possível”.

O MLSTP-PSD, que governa o país em coligação com outras formações políticas, felicitou o executivo por ter cumprido a formalidade de se reunir com os partidos políticos com assento parlamentar para analisar a proposta de Orçamento antes de o remeter ao parlamento.

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