O primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus visitou esta manhã as instalações do Tribunal de Contas, tendo sublinhado que “ninguém está acima da lei” muito menos “furtar-se” a fiscalização contabilística e jurisdicional, “ainda que faltassem tostões” na gestão do dinheiro e outros bens públicos.

“Ninguém está acima da lei e ninguém pode furtar-se a este tipo de fiscalização de um organismo que tem a ver com os números [Tribunal de Contas”, disse Jorge Bom Jesus, sublinhando que “ ainda que faltassem tostões a pessoa tem de ser chamada para responder sobre os erários e patrimónios públicos”.

Questionado sobre alegadas dívidas ocultas denunciadas pelo FMI, Jorge Bom Jesus, respondeu que “ …essas dívidas internas têm de ser vistas com toda seriedade e trabalharemos no sentido de apurar a responsabilidade, mesmo até as responsabilidades criminais, caso seja necessário”.

Quanto ao, Tribunal de Contas, Jorge Bom Jesus, assegurou que o governo irá proceder démarche no sentido de transferir verba para compra de equipamentos necessários para entrada em funções da sala de audiências, tendo admitido para breve o reatamento de julgamentos neste Tribunal.

“ O governo tem de criar condições de trabalho para que instituições como estas possam funcionar no quadro das linhas de forças do programa do governo tais como o combate a corrupção e saneamento das finanças públicas”, disse Jorge Bom Jesus.

“ Esta visita tem um significado muito importante em primeiro lugar porque Tribunal de Contas é uma instituição extremamente importante na arquitetura dos tribunais, – sustentou, primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, acompanhado da Ministra da Justiça, Ivete Lima e do ministro da presidência, Wando Castro.

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