Num encontro de embaixadores e chefes de missão, Jorge Bom Jesus dirigiu-se diretamente à Ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades, Elsa Pinto, alertando para a relevância da política externa do Governo e atendimento aos cidadãos na diáspora.

“Peço a si, enquanto membro do meu Governo e titular da política externa que lidere com toda a sua sabedoria e inteligência essa árdua tarefa de debelarmos os constrangimentos diagnosticados no desenvolvimento de São Tomé e Príncipe, assumindo e resgatando os valores de excelência que sempre nortearam o país no cenário internacional”, disse Jorge bom Jesus.

No evento em que participou também o ministro do Planeamento, Finanças e Economia Azul, Osvaldo Vaz, Jorge Bom Jesus pediu “criatividade” aos diplomatas para “introduzir contribuições conceptuais são-tomenses, suscetíveis de interferir nos importantes debates internacionais”, na Organização das Nações Unidas (ONU), União Africana (UA), Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Comunidade Económica dos Estados da Africa Central (CEEAC) e no relacionamento com os parceiros tradicionais de desenvolvimento.

O chefe do executivo são-tomense quer que essa criatividade seja abrangente no relacionamento do país ao nível do Fórum Macau, Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) bem como nos “novos parceiros a identificar”.

O governante chamou a atenção dos diplomatas sobre o posicionamento do país em relação à agenda global ou regional em temas como alterações climáticas, migração, comércio global, terrorismo, género e juventude.

Bom Jesus apelou os diplomatas são-tomenses a exercerem com “zelo e dedicação a nobre função, protegendo São Tomé e Príncipe”, citando o pensador Eliaxe Mondarck, para considerar que “a diplomacia é, e sempre será a mais poderosa de todas as espadas, o mais poderoso de todos os escudos”.

Na sua intervenção, o ministro do Planeamento, Finanças e Economia Azul, Osvaldo Vaz defendeu a promoção “diplomacia económica” para o país como forma de se ultrapassar a “difícil situação” socioeconómica e financeira.

Lembrou que “as receitas não conseguem cobrir as despesas”, e o Estado tem atualmente uma dívida pública superior a 500 milhões de dólares, uma taxa de inflação de 9% e de desemprego estimada em cerca de 15%.

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