A posição foi assumida pela responsável na cidade da Praia, na segunda-feira, na abertura do curso avançado sobre investigação de drogas, destinado a investigadores seniores da Polícia Judiciária, Magistrados Judiciais e Magistrados do Ministério Público, em conjunto com o Escritório das Nações Unidas Contra a Droga e o Crime (ONUDC) em Cabo Verde, que decorre até sexta-feira.

“A Polícia Judiciária contou sempre com o apoio internacional no que concerne ao combate do tráfico de estupefacientes, tendo em conta que, dada a nossa situação geoestratégia entre a América Latina e a Europa, estamos na dita rota da cocaína, servindo como país de abastecimento de embarcações com destino à Europa ou a América Latina e figurando como local de armazenamento de drogas com o mesmo destino”, afirmou a responsável da PJ.

Citada hoje numa nota da PJ, Jacqueline Semedo apontou a importância da formação que o país está a receber e destacou o pronto apoio da cooperação internacional no combate ao tráfico de estupefacientes em Cabo Verde.

Destacou ainda que, apesar de ser considerado como “país de passagem de drogas com destino à Europa”, problema que está a ser combatido com o apoio de congéneres internacionais, Cabo Verde tem outra luta: a do combate ao tráfico interno de droga.

“A [droga] que chega para abastecer o nosso mercado interno, em que as apreensões, embora possam parecer insignificantes aos olhos dos outros países, para nós são passos gigantescos na luta contra o tráfico interno, que inflaciona os crimes de lavagem de capitais, furto, roubo, às ofensas à integridade física, os homicídios, etc”, enfatizou.

Citada na mesma nota, a coordenadora sénior do ONUDC em Cabo Verde, Cristina Andrade, realçou o objetivo do curso, de “poder melhorar as competências dos magistrados e dos polícias, em termos de investigação de drogas”.

Financiado por Governo dos Estados Unidos da América, no quadro do programa Crimjust, que visa fortalecer a investigação criminal e a cooperação em justiça criminal ao longo da rota da cocaína, este curso pretende reforçar a capacidade dos oficiais e agentes policiais na aplicação da lei para lidarem com o tráfico ilícito de drogas em Cabo Verde e na África ocidental.

Ministrado por formadores da Agência de Fiscalização de Drogas Americana (DEA), o curso conta, ainda, com a participação de investigadores seniores da Guiné-Bissau.

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