Em entrevista concedida online ao Jornal de Angola, o responsável indicou que o rendimento financeiro médio diário é obtido do embarque e descarga de mercadorias, o que está ligado à chegada maioritária, por aquele porto, em 2018 e 2019, de arroz, frango e açúcar, bem como à exportação de marisco, peixe, madeira e pedras de granito.

Além dessas operações, o Porto do Lobito tem na sua estrutura uma unidade de negócio hospitalar e serviços de arrendamento de terrenos e imóveis, que contribuem para a elevação das receitas. Celso Rosas notou que, devido à expansão da pandemia da Covid-19, têm-se registado quedas consideráveis na dinâmica da economia mundial, o que inclui o desempenho das empresas portuárias angolanas, uma vez que “a nossa principal fonte de receita está ligada à importação de mercadorias”.

O desafio da companhia passou ser, assim, o da manutenção dos níveis de produtividade que geram o rendimento financeiro, estando em curso um diagnóstico com objectivo de identificar as áreas que necessitam de intervenção para melhorar o desempenho. A empresa vai, também, realizar estudos para desenvolver projectos de aumento da rentabilidade, como é a conclusão do Plano de Ordenamento do Porto, elaboração de um Plano Director, bem como a formação e capacitação dos quadros e restantes trabalhadores.

Celso Rosas revelou, entre esses projectos, um processo em que o empreendimento passa de porto de serviço para porto senhorio, bem como a concessão das actividades operacionais, com a introdução de empresas do sector privado da gestão de operações.style=”text-align: justify;”>Riscos e progressos

O presidente do Conselho de Administração também apontou os pontos fracos do projecto de manutenção das receitas, como é a baixa operacionalidade dos equipamentos e a diminuição dos fundos de atracação dos navios, o que afecta o desempenho das operações. Mas, assegurou, esses constrangimentos podem ser superados com a implementação de um plano de recuperação dos equipamento, bem como de investimentos projectados para o alcance de bons resultados e a prestação de serviços de qualidade.

Celso Rosas valorizou o facto de ter reduzido, ao longo dos últimos quatros meses, o tempo de permanência das mercadorias no recinto portuário, fruto da alteração, pela Administração Geral Tributária, dos procedimentos relacionados com o desalfandegamento de mercadorias.  “Agora a documentação é entregue aos importadores antes da chegada do navio e tem havido um trabalho de sensibilização, por parte do Porto de Lobito, no sentido de esclarecer os clientes sobre a importância de retirarem as mercadorias no Regime de Tráfego Directo, uma vez que acarreta menos custos operacionais”, disse o gestor.

Lembrou que “as mercadorias têm cinco dias livres para permanecer no recinto portuário e, decorrido esse prazo, passam a ter taxas agravadas. Passados 60 dias, são levadas a leilão”. Com um total de activo composto por terrenos, edifícios, equipamentos de carga e transporte, e administrativos, softwares e imóveis, o Porto do Lobito tem vindo a desenvolver acções visando a valorização e a obtenção maior rentabilidade.

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