Havia uma dúvida: iria ou não Bruno de Carvalho para o banco na sequência dos últimos acontecimentos? A verdade é que foi. E que foi assobiado, logo que cruzou o relvado para se sentar num dos lugares onde estão a equipa técnica e os jogadores suplentes.

Os adeptos “brindaram” o presidente com uma vaia e com insultos (“Bruno c……, pede a demissão) e BdC manteve o rosto fechado. Por outro lado, viram-se lenços brancos e cartazes e tarjas com as seguintes frases: “Bye, bye, BdC”, “Bruno, votei em ti mas… rua!!!” ou “a nossa paciência tem limites”.

Já Jorge Jesus não conseguiu controlar a emoção e viram-se algumas lágrimas nos olhos do treinador do Sporting enquanto se cantava o hino não oficial do Sporting.

Esta é a primeira vez que adeptos e sócios se revelam declaradamente contra Bruno de Carvalho, o que constitui uma reviravolta interessante face à quase unanimidade que o presidente tem gozado durante os seus mandatos.

Refira-se que BdC obteve uma vitória estrondosa na última (e polémica) Assembleia Geral, em que os sócios votantes aclamaram as propostas que o dirigente havia apresentado.

As críticas aos jogadores após a derrota com o Atlético de Madrid, a entrada em direto na CMTV para justificar as suas palavras, e os dois posts que se seguiram a isto – o primeiro a acusar os futebolistas “mimados” e garantindo a suspensão de 17 atletas; o segundo a apontar o dedo aos instingadores – parecem ter, de alguma forma, mudado o status quo em Alvalade.

A propósito, Bas Dost, normalmente efusivo nos festejos, foi extraordinariamente contido após o golo que marcou. O holandês, dizem os jornais desportivos, está a equacionar a sua permanência no Sporting.

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