O ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, considerou “muito importante” o acordo, assinado no âmbito da reunião ministerial da área do Turismo da organização de países lusófonos, que antecede o II Fórum de Negócios e Investimentos Turísticos no Espaço CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).

“Estamos a apoiar São Tomé e Príncipe, que identificou um conjunto de edifícios históricos, de roças, e que vai tentar atribuir, em concessão, exatamente o mesmo modelo do Revive. São edifícios que, ao mesmo tempo, são património de São Tomé e Príncipe, mas também representam, de alguma maneira, parte da História de Portugal”, sublinhou.

Pedro Siza Vieira acentuou que o Governo está empenhado na “internacionalização do Revive”, programa de valorização do património cultural e histórico e a sua transformação num ativo económico do país, aberto ao investimento privado para desenvolvimento de projetos turísticos, através da realização de concursos públicos.

“O programa Revive está a atrair muito interesse de investidores e esta presença internacional permite ir pontuando com a memória portuguesa”, disse.

O Revive reabilita património e afeta-o a uma atividade económica com finalidade turística, para que possa gerar riqueza e postos de trabalho, promover o reforço da atratividade de destinos regionais, a desconcentração da procura e o desenvolvimento de várias regiões do país.

O governante, acompanhado da secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, na cerimónia de assinatura do protocolo, assinou um segundo acordo com São Tomé e Príncipe, “o primeiro acordo no domínio do turismo”.

“O acordo tem a ver com o plano de ação entre o Turismo de Portugal e o Turismo de São Tomé e Príncipe, para promover ações de promoção e capacitação”, explicou Pedro Siza Vieira, que assinou igualmente um protocolo de cooperação técnica de apoio ao turismo com Moçambique.

O membro do Governo referiu que há “vários acordos com outros países da CPLP” e frisou a pretensão de “a cooperação no domínio do turismo” com outros países de língua portuguesa.

O ministro Adjunto e da Economia lembrou a assinatura recente de protocolo celebrado com Angola.

“Tivemos a possibilidade de celebrar um acordo com Angola que já está a ter efeitos: estamos a receber formandos no domínio do turismo provenientes de Angola e vamos continuar a apoiar essa formação”, revelou.

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