O primeiro-ministro disse esta sexta-feira que o Governo está disponível para reforçar a contribuição para o orçamento comunitário desde que não ponha em causa o esforço para a redução do défice e a satisfação das diferentes necessidades do país. “Com certeza que estamos disponíveis para reforçar a nossa contribuição para o orçamento comunitário”, desde que isso não signifique “aumentar as responsabilidades dos orçamentos nacionais”, declarou António Costa no encerramento da conferência internacional sobre os desafios da agricultura europeia, que esta sexta-feira reuniu em Santarém os comissários europeus da Agricultura, Phil Hogan, e da Ciência e Inovação, Carlos Moedas.

“Da mesma forma que somos solidários com a Comissão [Europeia] na defesa da Política Agrícola Comum (PAC), também somos solidários com a Comissão na preocupação que tem mantido relativamente a que todos os países possam ter uma política orçamental mais sólida, com menos défices e contribuindo significativamente para a redução da dívida”, afirmou, numa referência à proposta da Comissão Europeia que prevê a duplicação da contribuição nacional (de 15% para 30%) nos apoios ao desenvolvimento rural.

António Costa frisou o “esforço extraordinário” que o país tem feito desde 2011 para a redução do défice e da dívida, os “muitos constrangimentos orçamentais” e a “enorme luta” diária para conseguir gerir a capacidade de ir reduzindo o défice e, ao mesmo tempo, satisfazer as diferentes necessidades do país, em domínios como a educação, a saúde, as infraestruturas, a segurança, a agricultura.

“Para que esse esforço seja possível e para ter continuidade não nos podem pedir que dupliquemos o investimento neste setor para diminuir a contribuição de alguns para o conjunto do orçamento da Comissão Europeia”, sublinhou.

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