O ministro das Finanças, Mário Centeno, disse esta sexta-feira que Portugal reemergiu de um período de recessão severa com “forças renovadas” e é hoje “um país muito diferente”.

Estamos num caminho de convergência maduro com os nossos parceiros europeus. Reformámos a nossa Segurança Social e os sistemas de Educação e Formação. Reformámos o mercado de trabalho (três grandes reformas em 10 anos) e o setor financeiro. Fizemo-lo para promover o desenvolvimento sustentado”, disse Centeno.

O ministro das Finanças destacou a importância do apoio do Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa em alguns investimentos que estão focados em melhorar a cobertura e a qualidade dos serviços públicos e no reforço de capital humano e coesão social em todo o país, exemplificando com o centro de refugiados, recentemente inaugurado, e o projeto de energia solar no Alqueva, que serão visitados durante o fim de semana pelos representantes do banco.

“Diferentes tendências emergem agora, trazendo riscos e oportunidades. Envelhecimento, avanços tecnológicos e aumento das desigualdades devem ser tratados como uma prioridade para o futuro”, disse.

Estes desafios, de acordo com Mário Centeno, implicam tomar medidas destinadas a promover o maior acesso à educação de alta qualidade e a uma maior participação da força de trabalho, bem como o acesso melhorado a um sistema de saúde universal, colocando no lugar um sistema de pensões sustentável, a par da proteção do ambiente, através da mitigação e adaptação às alterações climáticas.

O ministro destacou ainda o apoio do Banco de Desenvolvimento à Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD), que segundo o governante irá contribuir para financiar investimentos de micro, pequenas e médias empresas portuguesas que promovam a sua sustentabilidade, eficiência energética, crescimento e criação de emprego.

O governante falou na abertura da Reunião Conjunta do Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa, que decorreu em Lisboa.

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