O Presidente da República de Cabo Verde considera, a propósito do Dia de África, que “nem sempre as políticas levadas a cabo por algumas lideranças africanas foram ou são ajustadas aos interesses das pessoas e dos povos”.

Numa mensagem sobre a efeméride, que se comemora no sábado e assinala mais um aniversário da União Africana, que sucedeu à Organização da Unidade Africana, criada para lutar contra o colonialismo e pelo desenvolvimento do continente, Jorge Carlos Fonseca afirma que apenas o primeiro objetivo foi alcançado.

“Infelizmente, nem sempre as políticas levadas a cabo por algumas lideranças africanas foram ou são ajustadas aos interesses das pessoas e dos povos, priorizando interesses mais imediatos de conquista e manutenção do poder”, lê-se na mensagem.

Para o chefe de Estado cabo-verdiano, esta realidade “explica, em grande parte, as mazelas que assolam algumas regiões, com conflitos e instabilidade que não favorecem o seu desenvolvimento”.

“É um facto que a União Africana tem procurado debelar tais situações e desfraldar as bandeiras da paz e da democracia, constituindo-se num verdadeiro baluarte desses valores”, refere.

E acrescenta: “Não obstante alguns progressos alcançados em vários domínios, a África tem ainda pela frente inúmeros e complexos desafios, decorrentes da multiplicidade de assimetrias do atraso económico, da instabilidade política, do terrorismo que nos últimos anos vem fustigando regiões do continente – e do impacto diversificado das mudanças climáticas”.

Jorge Carlos Fonseca diz-se convencido “de que aos jovens africanos, não apenas por estarem mais afinados com os meandros do mundo de hoje, mas também pelo seu interesse profundo pelas causas do continente, cabe um papel-chave nas decisões, medidas e ações que condicionarão tão decisivamente o futuro de África”.

Por isso, “constitui um imperativo para todos, mas, especialmente, para os próprios jovens, a criação de todas as condições para se atingir um tal desiderato”.

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