“A droga ameaça e cria vulnerabilidades para o crescimento sadio da nossa juventude”, disse Filipe Nyusi, citado num comunicado da Presidência moçambicana, por ocasião do Dia Internacional de Luta Contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas, que se assinala hoje.

Filipe Nyusi apelou aos jovens para não renunciarem ao que há de “mais precioso” nas suas vidas – a adolescência e a juventude -, lembrando que se trata da esperança do povo moçambicano.

As drogas destroem a saúde, afetam negativamente o tecido social e a economia, acrescentou.

“Os estupefacientes potenciam a prática de atividades criminosas violentas, como os raptos, o terrorismo, o assassinato de idosos, o branqueamento de capitais, fluxos e transações financeiras ilícitas, o suborno e a corrupção”, destacou Nyusi.

O chefe de Estado de Moçambique disse ainda contar com o “envolvimento ativo” dos mais variados intervenientes da sociedade, com destaque para as famílias, lideranças comunitárias e religiosas, autoridades sanitárias, forças da lei e ordem, entre outros.

“Exortamos a todo o povo moçambicano a redobrar esforços para, no âmbito da relação polícia e comunidade, impedir o acesso às drogas, bebidas alcoólicas e tabaco” na juventude, apelou.

Nyusi disse que o país continua a reforçar a cooperação com outros países, e organizações regionais e internacionais, sobretudo com as agências especializadas, como o Escritório das Nações Unidas Contra a Droga e o Crime (UNODC), para o combate às drogas.

Em setembro do ano passado, o UNODC alertou que Moçambique tornou-se num corredor de grandes volumes de substâncias ilícitas, principalmente heroína, defendendo uma maior cooperação internacional para a prevenção.

“Após a melhoria das capacidades de aplicação da lei marítima pela vizinha Tanzânia e no Quénia, apreensões recentes sugerem que um grande volume de produtos ilícitos está a ser agora traficado por Moçambique”, declarou, na ocasião, César Guedes, representante do UNODC no país.

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