A visita do chefe de Estado surge a convite do papa Francisco, anunciou a Presidência da República em comunicado.

Até sexta-feira estão previstas conversações oficiais entre Filipe Nyusi e o papa, além de encontros com o cardeal Pietro Parolini, secretário de Estado da Santa Sé, bem como com a Comunidade de Santo Egídio e com a comunidade moçambicana residente em Itália.

No passado, as frequentes denúncias dos dirigentes da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) da colaboração entre a Igreja Católica e o regime colonial português marcaram o início desta relação.

Uma das fases de maior animosidade surgiu com a nacionalização de escolas e centros de saúde que a Igreja Católica detinha, no quadro das relações que mantinha com o Governo colonial português.

O grande sinal de que Moçambique pretendia abrir uma nova página nas relações com o Vaticano foi a aceitação da visita do Papa João Paulo II ao país, em setembro de 1988.

Por outro lado, a abertura política introduzida pela primeira Constituição multipartidária em Moçambique, aprovada em 1992, permitiu à Igreja Católica voltar a ter um papel de relevo no campo social, com a recuperação de escolas e unidades de saúde que perdera com a independência em 1975.

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