A cidade da Praia acolhe, nos dias 15 e 16 deste mês, a reunião do Comité África da Internacional Socialista, que irá contar com a presença de 60 personalidades, como o secretário-geral e todos os vice-presidentes africanos.

A informação foi avançada, hoje, na Praia, por Manuel Inocêncio, enquanto porta-voz da reunião do Conselho Nacional do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), que acontece hoje e domingo, onde vai estar sobre a mesa a situação nacional do país, marcação da data do XVI congresso, eleições do partido e a agenda autárquicas para 2020.

Segundo avançou, o Conselho Nacional registou com “muito agrado” o facto de Cabo Verde receber este encontro que é “muito importante”, sendo que irá mobilizar cerca de 60 personalidades da internacional socialista, incluindo o seu secretário-geral e todos os vice-presidentes africanos da internacional socialista.

Entretanto adiantou que até ao momento tiveram a oportunidade de analisar a situação actual do país, que, segundo o mesmo, está a viver um momento “muito mau”, a nível dos transportes marítimos, aéreos, segurança, saúde e empresarial.

O PAICV considera que o Governo do MpD e o primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva falharam e continuam a “falhar” sobretudo nas principais áreas de governação.

A nível dos transportes marítimos, disse que o Governo está a implementar medidas “apressadas” e “atoalhadas” e não consegue acertar em nenhuma decisão para este sector que é “muito importante” para o desenvolvimento do país.

“Nós vamos de má decisão em má decisão, e insistimos que essa é altura de o Governo pôr termo a essa concessão porque tem todas as razões para denunciar ao contrato e que seja retomado o processo de outra forma para a melhoria dos transportes marítimos inter-ilhas em Cabo Verde”, considerou.

No que diz respeito ao transporte aéreo, disse que houve um retrocesso, sendo que o monopólio dos transportes domésticos continua a ter repercussão negativa no país, com ofertas insuficientes onde é cada vez mais difícil viajar entre as ilhas, frisando que os cabo-verdianos não sabem realmente o que se passa com a Cabo Verde Airlines.

Adiantou que o último aval do Governo foi de mais de 2,5 milhões de contos, encargo esse que, no seu entender, é pesado para uma companhia que foi privatizada, mas que ninguém sabe qual é a real situação da companhia aérea nacional e o verdadeiro caminho que está a seguir.

Em relação à grave situação de insegurança que o país vive, referiu que é preciso encarar seriamente esta questão, sendo que é evidente que o sector degradou nos últimos tempos sobretudo na capital do país, enquanto que o Governo continua a afirmar que a situação está normal.

Para o porta voz do encontro, o sector empresarial continua a ter dificuldades a nível de acesso ao crédito e financiamento e o crescimento económico alcançado até agora não tem tido impacto na vida das famílias cabo-verdianas.

“Estamos a assistir à degradação clara na qualidade dos serviços de saúde que é oferecida aos cabo-verdianos e as sérias dificuldades de acesso à mesma”, acrescentou Manuel Incêndio que avaliou negativamente todos os sectores da governação do MpD.

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