No mesmo mês do ano passado, o Brasil registou deflação de 0,21%.

No acumulado de 2019, a inflação no país cresceu 3,12% e, nos últimos 12 meses, acelerou em 3,27%.

O IBGE destacou que “dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete registaram alta no mês de novembro, com destaque para despesas pessoais (1,24%), alimentação e bebidas (0,72%), e habitação, que passou de uma deflação de 0,61% em outubro para alta de 0,71 em novembro”.

Juntos estes três grupos corresponderam a cerca de 82% da inflação registada no último mês.

“A aceleração [dos preços] no grupo alimentação e bebidas deveu-se, principalmente, ao comportamento das carnes, que registaram alta de 8,09% e contribuíram com o maior impacto individual [para a inflação] no mês (0,22 pontos percentuais)”, explicou Pedro Kislanov, gestor de pesquisa do IBGE.

Pedro Kislanov esclareceu que o aumento nos preços da carne no Brasil foi provocada pela subida na maior procura de compras da China e pela desvalorização do real face ao dólar.

“Isso incentiva a exportação, restringindo a oferta interna e elevando o preço dos produtos”, disse o gestor do IBGE.

Embora tenha aumentado em relação aos meses anteriores, a inflação no Brasil não preocupa porque mantêm-se dentro da meta fixada pelo Governo para 2019, de 4,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 pontos percentuais para cima ou para baixo.

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