De acordo com a tabela com os preços máximos dos combustíveis, o maior aumento de preço regista-se no petróleo (11,65%), seguido do gasóleo para eletricidade (9,41%), gasóleo marinho (9,07%), gás butano (7,43%), gasóleo (6,86%), gasolina (6,54%).

O gasóleo normal, por exemplo, sobe de 62,70 escudos (50 cêntimos do euro) para 67 escudos (60 cêntimos) um litro, enquanto a gasolina passa de 79,80 escudos (71 cêntimos) para 89,10 escudos (80 cêntimos do euro).

O petróleo, que durante o mês de maio foi vendido a 48,90 escudos (44 cêntimos), custa agora 52,10 escudos (47 cêntimos), cada litro, enquanto o gasóleo para eletricidade era 47,40 escudos (42 cêntimos) e aumenta para 51,7 escudos (46 cêntimos).

O gasóleo para marinha custava 39,30 escudos (35 cêntimos) em maio e agora sobe para 43 escudos (38 cêntimos) cada litro, enquanto o gás butano, que tinha um preço entre 288 a 5.554 escudos (2,60 a 50 euros), respetivamente para botijas de três a 55 quilogramas, custa agora entre 309 e 5.968 escudos (2,8 a 54 euros).

“Isto corresponde a um aumento médio dos preços dos combustíveis de 6,76%”, contabilizou a ARME, explicando que os preços médios dos combustíveis nos mercados internacionais registaram uma subida generalizada durante o mês de maio de 26,22%, relativamente a abril.

Comparativamente ao mesmo mês do ano passado, a agência cabo-verdiana anunciou que a variação média dos preços dos combustíveis corresponde a uma diminuição de 35,21%, e, relativamente à variação média ao longo do ano em curso, ela corresponde a um decréscimo de 18,77%.

No mês de maio, a ARME indicou que os preços do petróleo nos principais mercados internacionais inverteram a tendência de queda, tendo aumentado 11,85%.

A mesma fonte salientou que os mercados estão a reagir “com algum otimismo” à reabertura de várias atividades económicas bem como ao desconfinamento progressivo em vários países, conduzindo assim ao aumento da procura de produtos petrolíferos.

Por outro lado, referiu que os cortes anunciados na produção de petróleo na Arábia Saudita, Emiratos Árabes Unidos e Qatar, assim como em países não exportadores, permitiu “equilibrar a oferta e a procura e a solucionar o problema de saturação na capacidade instalada de armazenagem mundial”.

Os novos preços máximos dos combustíveis de venda ao consumidor final em Cabo Verde vigoram até 30 de junho.

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