O prémio visa distinguir 50 cientistas com menos de 45 anos e a trabalhar na China e nas regiões administrativas especiais de Macau e Hong Kong em áreas como matemática e física, ciências da vida, astronomia e geociência, química e novos materiais, bem como em tecnologias de informação e eletrónica, energia e proteção ambiental, produção avançada, transporte e construção e estudos interdisciplinares avançados.

A atribuição do prémio a candidatos de Macau e Hong Kong vai facilitar intercâmbios académicos entre jovens cientistas na Área da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau e contribuir para o desenvolvimento da zona, no sul da China, como um centro internacional de ciência e inovação, indicou a Tencent, em comunicado, citado pela Xinhua.

Apresentado por Pequim em fevereiro de 2018, o objetivo é construir uma metrópole mundial a partir de Hong Kong e Macau, e nove cidades da província de Guangdong (Dongguan, Foshan, Cantão, Huizhou, Jiangmen, Shenzhen, Zhaoqing, Zhongshan e Zhuhai), numa região com cerca de 70 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto a rondar 1,2 biliões de euros.

O prazo de candidatura ao prémio termina em 15 de abril próximo e a lista de vencedores será anunciada em setembro. Cada vencedor vai receber três milhões de yuan (cerca de 385 mil euros) ao longo de cinco anos.

O Xplorer foi lançado em 2018 pelo presidente do grupo chinês Tencent, Pony Ma, e 14 cientistas chinesas.

Com sede em Shenzhen, zona económica especial chinesa adjacente a Hong Kong, a Tencent é o maior e mais usado portal de serviços de internet na China. Além da maior rede social da China, WeChat, com perto de 1,13 mil milhões de utilizadores no final de junho último, a Tencent fornece serviços digitais de pagamento e jogos para dispositivos móveis.

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