O Presidente da República agradeceu ontem, em Pequim, a ajuda da China no processo de reconstrução nacional. João Lourenço falava durante a recepção oficial que lhe foi oferecida pelo Presidente chinês Xi Jinping. Na intervenção, na sala de audiências do Grande Palácio do Povo, o Chefe de Estado afirmou que Angola encontrou na China um parceiro que está a ajudar a construir um país que foi devastado pela guerra. João Lourenço é um dos Chefes de Estado que participa hoje e amanhã no Fórum sobre a Cooperação sinoafricana (FOCAC). O encontro decorre sob o tema “Construir uma comunidade de destino comum China-África”. Criado em 2006, em Pequim, a Cimeira do FOCAC é a maior actividade diplomática que junta dezenas de Chefes de Estado do continente africano.

O Presidente da República, João Lourenço, agradeceu ontem, em Pequim (República Popular da China), ao homólogo Xi Jinping a ajuda ao processo de reconstrução nacional em Angola.

O Chefe de Estado, que falava durante a recepção oficial que lhe foi oferecida e à delegação angolana pelo Presidente chinês Xi Jinping, afirmou que Angola encontrou na China um parceiro que está a ajudar a construir um país que foi devastado pela guerra.

Na intervenção de circunstância na sala de audiências do Grande Palácio do Povo, João Lourenço afirmou que “foi a China quem estendeu a mão a Angola na fase de reconstrução nacional”. “Estamos a reconstruir o nosso país com o financiamento chinês também”, afirmou o Presidente da República.

Em relação ao continente em geral, João Lourenço reconheceu que a China tem desempenhado um papel importante no processo de desenvolvimento de África. O Chefe de Estado disse que este processo de reconstrução do continente africano requer uma certa atenção.

“As nossas parcerias no passado não deram certo, e de umas décadas a China estendeu-nos a mão e os resultados são visíveis em praticamente todo o continente”, reconheceu.

João Lourenço é um dos Chefes de Estado que participa hoje e amanhã, terçafeira, no Fórum sobre a Cooperação sino-africana (FOCAC), cujo tema é “Construir uma comunidade de destino comum China-África”.

Criado em 2006, em Pequim, a Cimeira do FOCAC é a maior actividade diplomática que junta dezenas de Chefes de Estado do continente africano.

A Cimeira de Pequim é a maior actividade diplomática que a capital chinesa acolhe este ano. Delegações de líderes africanos e de organizações regionais do continente continuam a chegar a Pequim para o encontro que começa às 16 horas (hora local).

Hoje, acontece o “Diálogo entre líderes e representantes de industriais e comerciais chineses e africanos” e a abertura da VI Conferência de empresários chineses e africanos. Na cerimónia de abertura da Cimeira do FOCAC, no Grande Palácio do Povo, o Presidente chinês deve apresentar aos líderes os desafios da cooperação com o continente africano.

Para amanhã, está prevista uma mesa redonda onde os líderes trocam impressões sobre o progresso das relações entre a China e África, questões de políticas regionais e internacionais.

A Cimeira de Pequim deve aprovar dois documentos que vão espelhar as intenções das partes em relação à parceria comum que será conhecida como “Declaração de Pequim para construir uma comunidade de destino comum e uma África mais sólida” e o “Plano de Pequim 2019-2021”.

Na capital chinesa acontece à margem da Cimeira reuniões de oficiais seniores entre as partes e uma conferência ministerial para preparar a documentação a ser aprovada pelos Chefes de Estado. Esta é a terceira Cimeira, depois de Pequim, em 2006, e de Joanesburgo (África do Sul), em 2015.

O Presidente João Lourenço, eleito em Agosto do ano passado, participa pela primeira vez no fórum.

“As nossas parcerias no passado não deram certo, e há umas décadas a China estendeu-nos a mão e os resultados são visíveis em praticamente todo o continente”

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