A ação do Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, é aprovada por 32% dos brasileiros, o mesmo índice que registava no fim de maio, informou hoje uma sondagem divulgada pelo Instituto Datafolha.

A pesquisa indicou que a estabilidade da aprovação da imagem do chefe de Estado brasileiro contrasta com a tensão política no país e com a escalada no número de mortes provocadas pela pandemia do novo coroanvírus, que já deixou quase 55 mil motos no Brasil.

Já a rejeição ao governante ficou em 44%, enquanto os que avaliam Bolsonaro como regular somam 23% e aqueles que declararam não saber somam 1%.

Bolsonaro manteve o perfil de desaprovação. Os mais jovens com idade entre 16 a 24 anos são os que mais rejeitam o Presidente brasileiro (54%), pessoas com formação universitária (53%) e ricos (renda acima de 10 salários mínimos, 52%).

O chefe de Estado segue sendo o mais mal avaliado da história do Brasil no primeiro mandato desde a volta das eleições diretas após a ditadura militar, em 1989.

Com um ano e seis meses de mandato o ex-presidente Fernando Collor de Mello registava 41% de rejeição. Ele acabou sofrendo um processo de destituição e renunciou em 1992.

Bolsonaro também supera a rejeição dos três ex-presidentes seguintes na mesma altura do primeiro mandato: Fernando Henrique Cardoso (25%) Luiz Inácio Lula da Silva (17%) e Dilma Rousseff (5%).

A pesquisa questionou aos entrevistados se eles confiavam no Presidente brasileiro. Neste ponto, 46% dos brasileiros declararam nunca confiar em Bolsonaro, 20% disseram que sempre confiam e 32% responderam que confiam às vezes. Outros 2% delcararam não saber.

O Datafolha ouviu 2.016 pessoas por telefone nos dias 23 e 24 de junho e a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais.

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