“Estivemos a assistir ao lançamento de uma nova plataforma, um centro de distribuição de produtos alimentares desenvolvido por duas empresas portuguesas aqui na ilha do Sal, que vai fazer a distribuição de produtos alimentares para a hotelaria” local, disse a secretária de Estado do Turismo.

Ana Mendes Godinho falou à Lusa, por telefone, a partir da Ilha do Sal, onde esteve hoje a participar em vários eventos, integrando uma missão de empresas portuguesas do setor do turismo.

“Esta é a primeira plataforma de empresas portuguesas (realizada entre a Neivagest e a Água Hotels) aqui no Sal e que é um importantíssimo instrumento, no fundo, para poder fornecer os hotéis em termos de produtos alimentares”, sublinhou a secretária de Estado.

A missão de empresas portuguesas do turismo permanecerá em Cabo Verde até a quarta-feira.

“Nós viemos com uma missão empresarial de uma dezena de empresas turísticas portuguesas que querem olhar para Cabo Verde como um destino para internacionalizarem-se e para fazerem investimentos”, disse a secretária de Estado.

“Neste primeiro dia, tivemos uma série de contactos e participação no Fórum de Investidores de Cabo Verde (também na Ilha do Sal). Também mantivemos contactos com a Cabo Verde TradeInvest para ver as condições que existem neste momento para investir e as possibilidades de investimentos” no país africano lusófono, acrescentou Ana Mendes Godinho.

Nos próximos dois dias, segundo a secretária de Estado, vão ser feitas visitas técnicas aos locais onde se poderão desenvolver projetos turísticos.

“Esta é uma visita técnica que resulta de um acordo entre o primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, e o primeiro-ministro de Portugal, António Costa, no sentido de aumentar a presença de empresas de turismo de Portugal em Cabo Verde”, disse.

“Neste momento, as empresa de turismo procuram expandir a sua atividade para fora de Portugal e, portanto, trouxemos aqui vários grupos portugueses com interesse em avaliar oportunidades para crescerem e internacionalizarem-se através de projetos turísticos aqui em Cabo Verde”, avaliou ainda.

“Hoje, estivemos aqui também a assistir ao lançamento do novo instrumento financeiro, que é o Compacto Lusófono (…)”, concluiu a secretária de Estado.

Cabo Verde tornou-se hoje no segundo País Africano de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) a assinar o compacto lusófono específico com Portugal e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), no valor de 470 milhões de dólares.

O Compacto para o Desenvolvimento dos países lusófonos é uma iniciativa lançada no final de 2017 pelo BAD e pelo Governo português para financiar projetos lançados em países lusófonos com o apoio financeiro do banco africano e com garantias do Estado português, que assim asseguram que o custo de financiamento seja mais baixo e com menos risco.

O BAD, Moçambique e Portugal assinaram a 12 de março, em Maputo, um acordo designado Compacto Lusófono Moçambique, para apoiar projetos de investimento, o primeiro específico de um país.

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