Segundo o presidente do conselho de administração da petrolífera, Sebastião Gaspar Martins, os ativos a privatizar têm sido avaliados no âmbito do programa de regeneração da empresa com vista a centrá-la apenas no seu objeto social.

“Procuramos ver aqueles ativos que podem tornar a Sonangol mais focada no seu próprio objeto social e, por outro lado, ativos que nos permitem arrecadar receitas para nos tornarem mais robustos do ponto de vista financeiro”, disse hoje em Luanda.

As ações em curso vão permitir à empresa “enfrentar melhor” as suas atividades associadas à exploração, produção, distribuição, comercialização de petróleo bruto e gás natural.

O presidente da Sonangol falava à margem de um seminário metodológico sobre o Programa de Privatizações (ProPriv) que lista 195 empresas públicas para privatizar até 2022, entre elas a Sonangol, Endiama, Correios de Angola e a transportadora área TAAG.

De acordo com Sebastião Gaspar Martins, sob controlo da petrolífera estão um total de 50 ativos a alienar, admitindo, contudo, uma “provável privatização parcial” da Sonangol, numa altura em que decorrem estudos para as respetivas percentagens.

“No momento certo iremos ver em que percentagem é que eles devem ser feitos, também vamos ter que ter em conta até que ponto é que a Sonangol está devidamente preparada para poder dar garantias suficientes a quem tiver que adquirir participação da Sonangol ter a certeza que está a adquirir um ativo robusto”, apontou.

A Sonangol deve alienar cerca de 70 ativos, sendo que pelo menos 50 estão sob o controlo direto da administração da petrolífera.

O Governo angolano prevê, até 2022, privatizar 195 empresas públicas das quais 32 estão classificadas como empresas de referência nacional, nomeadamente dos setores dos recursos mineiros e petróleos, telecomunicações e tecnologias de informação, transportes, finanças, hotelaria e turismo, agricultura e indústria.

Consta do cronograma de ação do ProPriv, apresentado oficialmente em 13 de agosto passado, a privatização de 80 empresas/ativos em 2019, 91 em 2020, 20 em 2021 e quatro em 2022.

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