Na mesa-redonda, que faz o balanço das 25 edições do projecto “Há Teatro no Camões”, participaram Mena Abrantes, José Teixeira, Anacleta Pereira, Adelino Caracol, Enoque Caracol, Adérito Rodrigues, Tony Frampénio e Agnela Barros que foram unânimes em afirmar que o desenvolvimento do teatro em Angola passa pela melhoria das condições de trabalho.

Apesar da falta de salas de espectáculos no país, sobretudo em Luanda, que absorve o maior número de grupos de teatro, os intervenientes no debate perspectivam um progresso significativo no fomento das artes cénicas no país.

Para o dramaturgo Mena Abrantes, “Há Teatro no Camões” é um projeto que, pela primeira vez, no país, conseguiu juntar em debates os responsáveis dos principais grupos de Luanda para analisarem o estado actual desta arte.

O também director do grupo Elinga Teatro considerou a iniciativa de bastante positiva, tendo atribuído mérito à directora cessante do Instituto Camões em Luanda, Teresa Mateus, pela elaboração do projeto.

Na opinião de Mena Abrantes, as 25 edições do projecto surtiram efeitos para o desenvolvimento do teatro em Luanda, pois foram realizados debates com a participação direta de pessoas envolvidas na produção de obras de teatro.

Para o encenador do Horizonte NJinga Mbande, Adelino Caracol, é difícil fazer um balanço das 25 edições do projeto, mas agradeceu a directora Teresa Mateus por ser grande impulsionadora do teatro no país. “Vamos sentir muito a falta da directora Teresa Mateus por cessar o mandato no Instituto Camões”.

A crítica Agnela Barros disse que o projecto abriu a consciência dos fazedores de teatro, amadurecendo as experiências em cada edição da iniciativa, com debates sobre o estado actual do teatro no país.
Agnela Barros aproveitou a ocasião para oferecer à directora Teresa Mateus um diploma de mérito, pelo empenho pessoal no desenvolvimento do teatro em Angola.

O encenador Tony Frampénio disse que o projecto nasceu num período em que os criadores do teatro estavam unidos para desenvolver as artes cénicas, mas não faziam ideia do progresso significativo desta iniciativa do Camões.

Hoje digo que valeu a pena, porque o teatro nacional está de parabéns pelo esforço que fizemos, ver a arte no bom caminho. Graças ao empenho da directora Teresa Mateus”, disse.

Homenageada pelo Circuito Internacional de Teatro (CIT) prestou honras a Teresa Mateus por ser uma mulher de cultura e por abrir as portas do Camões para o teatro, Teresa Mateus agradeceu as pessoas que directa ou indirectamente estiveram envolvidas no projeto.

A homenageada considerou Mena Abrantes o pai do teatro angolano, ao afirmar que deixa a direcção do Instituto Camões em Luanda, mas vai permanecer no país, por considerar também sua terra.

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