Os números do quarto trimestre do ano passado representam um aumento da receita bruta de 28,7 milhões de dólares ou 7,5 por cento dólares mais que no período homólogo de 2018, de acordo com os dados obtidos na divulgação de um relatório consagrado ao desempenho do sector diamantífero nos últimos três meses do ano passado.

O volume de produção representou um incremento homólogo da produção de 19,8 por cento, depois da venda de dois ciclos de produção da Sociedade Mineira de Catoca (SMC), em Dezembro.
Os dados indicam que 89,4 por cento (2,685 milhões de quilates) dos diamantes comercializados eram provenientes de depósitos primários de kimberlitos e os restantes 10,6 por cento (um total 319.049 quilates) de origem aluvionar.

O relatório sublinha o segundo leilão de diamantes brutos, realizado no ano passado, no qual foram vendidos dois lotes de 127,7 mil quilates cada por um total de 24,1 milhões de dólares, além de nove pedras especiais com 320,87 quilates, que geraram uma receita de 3,7 milhões.

À margem da sessão de apresentação do balanço do sub-sector dos diamantes, o secretário de Estado para a Geologia e Minas, Jânio Correia Victor, reafirmou o projecto do Governo de au-mentar a produção para 14 milhões de quilates por ano, de modo a cumprir as metas estabelecidas no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018/2022.

“Pensamos aumentar a produção, porque temos metas do PDN para serem cumpridas, que vão para os 14 milhões de quilates. Estamos, neste momento, com cerca de nove milhões e a perspectiva é boa”, disse.

Jânio Correia Victor afirmou que os números de produção são satisfatórios e a comercialização também, não obstante os preços do mercado internacional te-rem baixado em cerca de 10 por cento.

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