“Propomos ao Governo maior diálogo, maior seriedade nos cumprimentos dos acordos assinados com os nossos associados com os sucessivos governos, pois sobre nós recai muitas responsabilidades sociais com os nossos associados”, disse o secretário-geral do Sinprestp, Gastão Ferreira.

O líder desta organização sindical, que falava durante a celebração do Dia Nacional dos Professores, que se assinala hoje, lembrou que “a conjuntura obriga” a classe docente a “ser cada vez mais forte, mais unida na defesa dos [seus] ideais”.

Gastão Ferreira considera que, nos últimos anos, se registaram progressos e recuos no sistema nacional do ensino.

Destacou a erradicação do analfabetismo, formação dos docentes e massificação do ensino em todos os distritos como as conquistas mais recentes, mas lamentou a “pouca qualidade do ensino a todos os níveis, salário incompatível, turmas superlotadas, falta de carteiras e falta de água e condições de higiene nas escolas”.

O primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, tranquilizou a classe docente, afirmando o seu empenho em corresponder às suas expectativas, de acordo com as condições financeiras do país e no âmbito dos apoios que serão colocados à disposição do país pelos parceiros externos.

“São Tomé e Príncipe não está sozinho nesta luta ingente contra a miséria, contra o subdesenvolvimento, e o eixo que eu reputo de maior importância é a devolução da dignidade aos são-tomenses”, disse Jorge Bom Jesus.

O primeiro-ministro são-tomense destacou também a necessideda de fazer um “investimento no capital humano, e neste particular o professor está no centro”.

“Os recursos humanos são o capital mais valioso do nosso país e de facto importa tudo fazer para que o são-tomense se sinta valorizado”, acrescentou o governante.

O Governo vai institucionalizar prémios para professores como uma forma de reconhecimento das capacidades e experiências pedagógicas.

O anúncio foi feito pela ministra da Educação e Ensino Superior, no dia em que se assinala mais um aniversário da institucionalização do Dia Nacional dos Professores.

Julieta Isidro Rodrigues apelou aos professores para ajudar o executivo a transformar as dificuldades em oportunidades como fator para procurar a liberdade, democracia e desenvolvimento social.

A ministra pediu aos professores para ajudar o Governo a “transformar as dificuldades em oportunidades”, defendeu que “é tempo de mudar de paradigma” que “não é compatível com compassos de espera estratégicos movidos muitas vezes por interesses ocultos”.

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