Em novembro passado foram abertas 8.517 vagas, sendo que nesta última fase do processo foram colocados 1.397 médicos brasileiros formados no exterior, para atuarem nas 667 localidades que estavam ainda disponíveis.

De acordo com a pasta da Saúde, citada pela imprensa brasileira, com o preenchimento da totalidade de vagas, não devem ser chamados profissionais de saúde estrangeiros.

Agora, os médicos terão de se apresentar nos locais de trabalho entre os dias 19 e 22 de fevereiro.

As primeiras fases da seleção deram prioridade a médicos brasileiros com diploma registado no Brasil.

Cuba ordenou a 14 de novembro a retirada de 8,3 mil médicos cubanos que trabalhavam no Brasil, após uma declaração do atual Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, que qualificou os profissionais cubanos como “escravos” de uma ditadura, questionando igualmente a sua preparação.

Segundo os acordos entre Brasil, Cuba e a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), os médicos cubanos recebiam 30% de seu salário no Brasil e o valor restante era destinado ao Governo de Havana, o que Bolsonaro considerou “inaceitável”.

O programa “Mais Médicos” foi criado em 2013 pela então Presidente brasileira, Dilma Rousseff, e permitiu a milhares de médicos cubanos a prestação de cuidados às populações das áreas pobres e zonas rurais do Brasil.

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