“Temos identificado recursos no montante de 2 mil milhões de dólares a esta data temos perto de 50 mil milhões de kwanzas [95,4 mil milhões de euros) das várias informações que temos dos vários bancos de financiamento aprovado, isso perfaz uma taxa muito baixa de 5%”, afirmou Sérgio Santos, secretário de Estado da Economia.

Para o governante angolano, que apontou a necessidade de se encontrar rapidamente o crescimento do volume do crédito concedido “com parceria forte”, o setor privado precisa de ocupar o espaço e a oportunidade que existem, porque, observou, “não é o Estado que vai produzir”.

Sérgio Santos falava na apresentação dos recursos financeiros disponíveis para financiar o setor privado, no montante de 2 mil milhões de dólares, enquadrado no Programa de Produção Nacional, Diversificações das Exportações e Substituição das Importações (Prodesi).

Angola gastou 1,3 mil milhões de dólares (1,171 mil milhões de euros) de janeiro a outubro com importação de bens alimentares, entre arroz, açúcar, leite e cebola, anunciaram as autoridades, considerando que o país tem capacidade para produzir esses bens.

Segundo o secretário de Estado angolano, apesar dos processos e regras dos bancos, instituições com recursos financeiros com direto do Estado destinados ao PAC, o Governo e as empresas precisam “de quebrar essa letargia na nossa atividade económica no país”.

“O dinheiro está aí, temos de nos estruturar para ter acesso ao dinheiro, porque estamos a gastá-lo em volume significativo com a importação e não podemos continuar com essa situação”, atirou.

O sabão, sal, arroz, farinha de trigo, açúcar, carapau, carne de frango, óleo de palma e de soja, lixívia, alho, batata rena, cebola, água de mesa, cenoura, mandioca, ovos contam da lista dos 54 produtos elegíveis ao crédito no âmbito do Prodesi.

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