Em comunicado, o Partido da Renovação Social (PRS) considera uma “irresponsabilidade” e uma “interpretação abusiva” a forma como o PAIGC está a analisar e a pretender aplicar as normas para a composição da mesa que irá dirigir o novo parlamento saído das eleições.

Os dois partidos não se entendem quanto à titularidade do lugar de primeiro secretário da mesa parlamentar, com cada um a defender que o lugar lhe pertence, tendo em conta os resultados da votação de 10 de março.

O PRS intentou uma ação judicial no Tribunal Regional de Bissau, exigindo que lhe seja atribuído o lugar, invocando o regimento do parlamento.

Para o PAIGC, o PRS “está com manobras” para desta forma levar o Presidente guineense, José Mário Vaz, a atrasar a formação do novo Governo, mesmo sabendo que uma coisa não tem nada que ver com outra, disse o partido liderado por Domingos Simões Pereira.

No comunicado do PRS lê-se que a ausência de entendimento na formação da mesa do parlamento é que está na origem da formação do executivo.

“Não se pode pôr o carro à frente dos bois, se o Governo é uma emanação da ANP” (Assembleia Nacional Popular), reforça o comunicado do PRS, assinado pelo líder, Alberto Nambeia.

O parlamento da Guiné-Bissau está dividido em dois grandes blocos, um, que inclui o PAIGC, a APU-PDGB, a UM e o PND, com 54 deputados, e outro, que juntou o Madem-G15 e o Partido de Renovação Social, com 48.

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