Em declarações ao Jornal de Angola, a propósito da preparação da próxima temporada, o diretor executivo da Zona Jovem, Figueira Ginga, explicou o porquê da escolha desses nomes e do género: “R&B é, essencialmente, baseado no amor e Fevereiro é o mês do amor”. Este foi o primeiro critério e temos certeza de que será um show bem especial. Nós já queríamos fazer este estilo há bastante tempo mas precisávamos de mais consistência”.

A escolha dos nomes não foi aleatória. O diretor executivo explicou: “Quando pensamos em navegar pelas ondas do R&B em português, qualquer um dos dois é uma referência. E juntá-los na nossa primeira experiência era praticamente uma obrigação. É do melhor de sempre do R&B lusófono. Será um prazer tê-los no nosso palco”.

O segundo show desta temporada realiza-se no dia 11 de Abril e trará de regresso um Bambila e um Miguel Buíla repaginados, muito além do show da terceira fase e, mais uma vez, no palco do Centro de Cogerências de Belas (CCB). “O público não deve temer por repetições. Será um show novo, entregue, novamente, ao craque da direção artística dos Duetos, Chalana Dantas”, disse.

Yuri da Cunha de volta

A volta de Yuri da Cunha, no terceiro show da quarta temporada, a 25 de Abril, vai acalmar os diversos pedidos pela volta do cantor ao Duetos. Dessa vez, o artista pisa no palco da Casa 70 com o grupo Kituxi e “os seus fãs terão de se contentar com apenas uma noite de concerto”, avisa Figueira Ginga.

O concerto de 30 de Maio fica por conta de Livongh e Ivan Alexei, uma aposta para introduzir no projeto, músicos que começam a afirmar-se como referências no music hall angolano. É mais um desafio a que se propõe a Zona Jovem, na certeza de que são músicos de qualidade e que merecem o nosso palco”.

Para fechar a quarta temporada, em 27 de Junho, Puto Português volta ao Duetos N’Avenida, dessa vez ao lado de Dom Caetano, num concerto em clima de homenagem. “Nós sempre dissemos que queríamos ter tanto o Puto Português como a Patrícia Faria de volta ao palco do Duetos. Já tivemos a Patrícia e agora teremos o Puto Português, num formato diferente do primeiro. Mas ainda queremos ter de volta a dupla Patrícia Faria e Puto Português”, confessa.

Arranque do projeto
Quando Patrícia Faria e Puto Português subiram ao palco da Casa 70 para dar início ao primeiro concerto do projeto Duetos N’Avenida, talvez não soubessem que estavam a dar o primeiro sopro de vida a uma ideia duradoura. Entretanto, na linha traçada pela Zona Jovem Produções, realizadora do projeto, a ideia não morreria em apenas uma edição.

Com três temporadas no currículo e dando início em Fevereiro de 2020 a quarta fase, cada uma delas com cinco concertos de raiz de duplas formada por artistas de diferentes gerações e, as vezes, também de estilos, o Duetos já se acostumou com casa cheia.

Em muitas ocasiões, a Zona Jovem “esticou” os show para três noites de espetáculo, caso de Paulo Flores e Yuri a Cunha, na primeira temporada.

Para o diretor executivo da Zona Jovem, “a missão dos Duetos sempre foi, desde a primeira hora, fazer da diferença entre os artistas um show inusitado. É este o nosso conceito, para além de trabalhar num projeto que, em toda a sua envolvência, prima pela valorização dos artistas”. A terceira temporada foi repleta de inovações.Além da volta do stand up de Calado e Gilmário Vemba, também um grande sucesso da segunda temporada, teve, ainda, o primeiro show de música gospel do projeto, com Bambila e Miguel Buíla.

Na sequência, Selda e Filipe Mukenga fizeram um encontro de gerações bem distintas. Para fechar, foi a vez do show “da coragem”, por colocar Carlos Burity ao lado de Patrícia Faria e Gercy Pegado, o que, para muitos, desfazia o conceito de duos. Neste caso, Figueira relembra que muitos o desaconselharam a apostar na dose tripla.

“Para desmentir os que temiam uma possível descaracterização do Duetos bem no fechamento da terceira temporada, provamos que a predominância foi de uma dupla (Patrícia e Gersy) a se debruçar sobre a obra de um artista (Burity), que estava presente no palco, regendo as cantoras e também a cantar com elas. Terminou por ser um casamento de gerações no bem fazer o nosso semba”, descreveu Figueira Ginga.

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