Com exceção de António Jorge Gonçalves, todos os outros autores já tinham figurado anteriormente na lista de nomeados do galardão, que tem um valor monetário de 570 mil euros e pretende reconhecer o trabalho de escritores e ilustradores que trabalhem no universo literário para os mais novos, e de organizações que promovam a leitura.

António Jorge Gonçalves, cujo trabalho visual se divide por várias práticas artísticas, da banda desenhada ao cartoon político, do desenho digital ao vivo à cenografia para teatro, publicou em nome próprio os livros para a infância “Barriga da baleia”, “Eu quero a minha cabeça” e “Estás tão crescida”.

Catarina Sobral e Bernardo P. Carvalho têm um premiado percurso na criação de álbuns ilustrados para a infância, muitos dos quais traduzidos e editados em vários mercados estrangeiros.

Catarina Sobral já publicou, entre outros, “O meu avô”, “Achimpa”, “Impossível” e “Vazio”, enquanto Bernardo P. Carvalho, cofundador da editora Planeta Tangerina, já assinou cerca de 30 livros para a infância e juventude, em nome próprio e para outros autores, como os recentes “Daqui ninguém passa”, “A bola amarela” e “Atlas das viagens e dos exploradores”.

Maria Teresa Maia Gonzalez, que se dedica à literatura para a infância desde finais dos anos 1980, já publicou mais de uma centena de livros, sendo “A lua de Joana” o de maior sucesso, ao qual se juntam “Profissão: Adolescente”, “Um palco na escola”, “Zoomanias” ou “O Clube das Chaves”, em coautoria com Maria do Rosário Pedreira.

Criado em 2002 pelo governo da Suécia, em homenagem à escritora Astrid Lindgren, o prémio contará em 2020 com 237 candidatos de 68 países, sendo o Reino Unido o que lidera as nomeações com 20 candidatos, entre os quais Quentin Blake, David Almond, Patrick Ness e Emily Gravett.

O vencedor será anunciado a 31 de março, coincidindo com a Feira do Livro Infantil de Bolonha, em Itália.

Este ano o Astrid Lindgren Memorial Award foi atribuído ao autor belga Bart Moyeaert.

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