Reagindo a decisão da Justiça, o Presidente do Quénia, Uhuru Kenyatta manifestou quarta-feira o desejo de continuar a combater a corrupção.

Uhuru Kenyatta advertiu que o seu governo vai envidar esforços ao seu alcance para recuperar o dinheiro desviado

“Não quero ouvir ninguém defender os corruptos. Um gatuno é sempre um gatuno, independentemente da sua tribo”, disse o Presidente.

A declaração do Presidente Kenyatta surgiu depois da denúncia do director dos processos judiciários públicos do Quénia, Noordin Mohamed Harji, segundo a qual mais de 50 responsáveis públicos e 10 pessoas do sector privado estavam a ser inquiridas por causa da sua presumível implicação no desvio de 90 milhões de dólares destinados ao Serviço nacional da juventude (NYS).

A YS é o primeiro instituto de formação profissional do país para os jovens desfavorecidos que participam em certos projectos de destaque.

Dirigida por benévolos que recebem ajudas do governo e beneficiam de uma formação técnica, contribuindo nos projectos governamentais.

Por outro lado, 18 enviados dos países ocidentais, com destaque para os da Inglaterra; dos Estados unidos; da União europeia e da Alemanha saudaram e renovaram o seu apoio ao combate a corrupção levado a cabo pelo Uhuru Kenyatta.

Segundo os diplomatas, no Quénia, a luta contra a corrupção precisa de uma forte vontade política, um engajamento a tolerância zero e uma colaboração de todas as Agencias governamentais e das forças da ordem.

“Há muito tempo que no Quénia, a corrupção trava a prosperidade, a segurança e a democracia”, sublinham num comunicado conjunto publicado em Nairobi.

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