A procura foi maior do que a oferta, motivo pelo qual a promotora viu-se obrigada a realizar um espectáculo extra em resposta à agitação criada na procura dos ingressos pelos admiradores e fãs do artista e os showistas (termo usado para designar os frequentadores regulares dos concertos à volta do projecto).

Para o terceiro concerto, mais de 500 bilhetes estão disponíveis ao preço de 13 mil kwanzas, em vários locais em Luanda e no local do evento, onde foram vendidos os que se esgotaram em 50 minutos no dia 12 (a 22 dias do evento), segundo publicações do artista e da produção.

O recorde de bilheteira sucede ao inédito ocorrido para o “show” do músico Paulo Flores, a 15 dias de subir aos palcos dos concertos, igualmente realizados na 5ª temporada do projecto, que integra os espectáculos de Elias dya Kimwezu, Sam Mangwana, Homenagem a Bangão, Euclides da Lomba e Don Kikas. Os três concertos têm transmissão online, sendo os dois primeiros a partir das 21h00 e o terceiro às 18h00, na conta “Show do Mês” da plataforma youtube.

Matias Damásio é suportado por uma banda de artistas nacionais e estrangeiros, cujos ensaios decorrem desde segunda-feira,onde constam nomes como Yasmane Santos (percussão), Mayo Bass (baixo) e Carla Moreno (coros).

O cantor tem agendada para terça-feira, às 19h00, no Cine Avenida, a apresentação do novo CD “Augusta” e o lançamento do documentário “Matias Damásio – O homem por trás do artista”. Dia três, de manhã, venda e assinatura de autógrafos do referido CD e à noite o concerto no Royal Plaza Hotel.

Entretanto, nos últimos dias, tem circulado nas redes sociais uma informação se-gundo a qual o músico Matias Damásio poderá ser detido no dia do concerto por, alega-damente, se ter recusado responder a três notificações num processo que pesa sobre si, aberto no Serviço Provincial de Investigação Criminal de Luanda (SIC – Luanda), com o número 3390/018-04, por suposta burla de 11.000.000.00 (onze milhões de kwanzas) à Andy Boutiques.

Uma fonte da Procuradoria Geral da República garantiu ontem ao Jornal de Angola, sem muitos pormenores, a existência na Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal (DNIAP) de um pro-cesso contra o cantor por abuso de confiança.

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