A primeira-ministra britânica, Theresa May, manifestou nesta terça-feira o apoio do Governo do Reino Unido ao programa de reforma agrária e redistribuição de terras na África do Sul, mas “desde que seja implementado legalmente”.

“O Reino Unido já há algum tempo que apoia a reforma agrária. Reforma agrária que é legal, que é transparente, que é efectuada através de um processo democrático”, disse Theresa May aos jornalistas, na cidade do Cabo, no arranque da sua primeira visita oficial ao continente africano. “É uma questão que levantei e discuti com o Presidente Ramaphosa quando visitou Londres no início deste ano. Irei abordar o assunto com ele mais logo”, afirmou May.

Na passada quinta-feira, o Governo da África do Sul acusou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de “dividir o país” por anunciar na rede social Twitter que “pediu ao secretário de Estado, Michael Pompeo, que estudasse a desapropriação de terras e fazendas na África do Sul e o assassinato de agricultores”.

O Presidente Cyril Ramaphosa afirmou na passada quarta-feira, 22 ago, no Parlamento, que a reforma agrária e redistribuição de terras na África do Sul é necessária para a transformação e o desenvolvimento do país, sem os quais “experimentará instabilidade”.

“Como indiquei no discurso do Estado da Nação de 2018, o Governo está determinado em que a reforma agrária seja implementada de forma a que aumente a produção agrícola, melhore a segurança alimentar e garanta que a terra seja devolvida àqueles de quem foi retirada durante o colonialismo e o apartheid”, acrescentou Cyril Ramaphosa.

A primeira-ministra Theresa May iniciou hoje uma visita à África do Sul. A comitiva governamental britânica é aguardada quarta-feira na Nigéria, viajando depois para o Quénia.

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