“Pensar que poderíamos aceitar a supervisão da UE [União Europeia] nas chamadas questões de igualdade de condições equitativas é ignorar o que estamos a fazer”, afirmou na universidade ULB de Bruxelas.

“É fundamental para a nossa visão que possamos ter a capacidade de estabelecer leis que nos convêm – reivindicar o direito que todos os outros países fora da UE têm”, acrescentou.

David Frost vincou que rejeitar qualquer intromissão da UE em regras e regulamentos britânicos “é o objetivo de todo o projeto” de deixar o bloco após 47 anos, e reiterou a recusa em estender as negociações com Bruxelas para além do final de 2020.

No dia 1 janeiro de 2021, disse, “recuperamos completamente a nossa independência política e económica – por que quereríamos adiá-la?”

A UE disse que deseja uma relação comercial estreita com o Reino Unido, mas apenas se este aceitar condições equitativas para as empresas, desde normais ambientais e laborais a respeitar regras sobre subsídios estatais.

O Reino Unido manifestou o desejo de negociar um acordo de comércio livre semelhante ao que foi negociado por Bruxelas com o Canadá, que removeu 98% das tarifas sobre bens e que inclui o respeito de algumas regras, mas não implica um alinhamento “dinâmico”, que acompanhe conforme a UE introduza mudanças.

As negociações devem começar no início do próximo mês, tendo vários especialistas e dirigentes da UE avisado de que será difícil obter um acordo abrangente num espaço de tempo tão curto.

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