De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), este aumento de 5,8% do rendimento da atividade agrícola, em termos reais, por unidade de trabalho ano (UTA), surge “em consequência dos acréscimos perspetivados para o Valor Acrescentado Bruto (VAB)”, de mais 4,4%, e para os outros subsídios à produção, de mais 6%, enquanto o volume de mão-de-obra agrícola deve cair 1,8%.

O INE diz ainda que o aumento de 5,5% da produção do ramo agrícola, conjugada com um crescimento menos acentuado do consumo intermédio, de mais 2,9%, concorreu para o aumento de 4,4% do VAB em valor, e que, em termos reais, o VAB “deverá aumentar 4%”.

A produção do ramo agrícola vai aumentar 2,8% em volume, enquanto a produção vegetal deve aumentar 4,3%, em resultado de um acréscimo em volume (mais 4,8%) e de uma redução dos preços de base (menos 0,5%).

As estimativas apontam para um volume inferior ao do ano anterior na produção de cereais, com uma descida de 3,9%, uma vez que, exceto o milho, todos registam menor volume de produção, segundo o INE.

“Com efeito, a escassez de precipitação, associada a altas temperaturas durante a primavera, interferiu negativamente nos cereais de sequeiro”, explica, adiantando prever-se, no entanto, um aumento de 0,2% no volume da produção de milho, dado que o tempo quente e seco não afetou o desenvolvimento desta cultura de regadio.

Para o arroz, o instituto estima que a produtividade por hectare fique abaixo da do ano anterior, devido às temperaturas mais amenas e a menor luminosidade no verão.

“A produção deverá ser inferior à da campanha anterior, posicionando esta campanha como a menos produtiva da última década”, lê-se no documento, adiantando o INE que o preço no produtor para os cereais deve aumentar 2,8%.

O INE diz ainda que o aumento de 7,7% em volume previsto para os vegetais e produtos hortícolas reflete sobretudo a evolução dos hortícolas frescos, incluindo o tomate que aumentou 12,4%.

A produção de batata registou um aumento de área e de produtividade, prevendo o instituto um aumento em volume de 14,9%, enquanto nos frutos se estima um acréscimo de 8,9% no volume, destacando o INE os contributos da maçã, pequenos frutos, amêndoa e azeitona.

“Com efeito, a produção de maçã terá aumentado cerca de 35%, podendo atingir a maior produção dos últimos 30 anos, beneficiada pelas condições meteorológicas e pela entrada em produção de pomares novos”, afirma o instituto, adiantando que a os preços devem cair 2,5%.

A produção de pera, afetada por problemas fitossanitários que conduziram à queda precoce do fruto ou impediram a sua comercialização, levaram o INE a prever uma diminuição de 5% em volume.

Para a produção animal a estimativa é de aumento de em valor de 2,1%, face a 2018, em resultado de um aumento dos preços de base, uma vez que o volume caiu.

A estimativa para este ano prevê uma redução em volume de 3,4% nos bovinos, tendo em conta a diminuição dos abates, enquanto a produção de suínos, em volume, se deve manter próxima dos valores de 2018.

Para a produção de leite, o INE estima um decréscimo de 0,9% da produção em volume e um aumento de 1,2% do preço.

O Consumo intermédio (CI) deve aumentar este ano 2,9%, em termos nominais, em resultado de um aumento generalizado dos consumos de vários produtos, como alimentos para animais (mais 2,7%), energia (mais 2,9%), adubos e corretivos do solo (mais 6%) e produtos fitossanitários (mais 9%).

Publicidade