O governador do Banco Nacional de Angola (BNA) disse hoje que a queda de mais de 03% das reservas internacionais líquidas está ainda “num nível de conforto” e cobre oito meses de importações de bens e serviços

“Trata-se de uma variação perfeitamente aceitável. Podemos ter, mantendo-se um quadro de preço de petróleo ao nível atual, abaixo de 30%, uma pressão maior sobre as reservas internacionais”, referiu José de Lima Massano, após uma reunião do Comité de Política Monetária do BNA.

Segundo o governador do banco central angolano, o ‘stock’ das reservas internacionais brutas situou-se em 16,39 mil milhões de dólares (14,73 mil milhões de euros) em fevereiro, contra 16,84 mil milhões de dólares (15,13 mil milhões de euros) em janeiro passado, “equivalente a um grau de cobertura de importações de bens e serviços de 8,34 meses”.

“As reservas internacionais líquidas fixaram-se em 10,89 mil milhões de kwanzas (18,2 milhões de euros), o que representou uma diminuição de 3,92% face ao mês de janeiro”, referiu.

De acordo com o governador do BNA, o nível de queda das reservas internacionais “está acima das recomendações do Fundo Monetário Internacional (FMI) e acima das convenções da Comunidade de Desenvolvimento dos Países da África Austral (SADC)”.

O dirigente do banco central angolano sublinhou que o exercício levado a cabo pelas autoridades é de proteção das reservas e de assegurar a solvabilidade externa da economia do país.

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