“Foi um duro golpe. Nunca imaginei que passaria por uma situação destas. Toda a minha vida procurei alcançar o mais alto nível profissional e trazer alegria às pessoas com o meu futebol”, afirmou Ronaldinho, em entrevista ao grupo de media paraguaio ABC Color.

No início de março, Ronaldinho e o seu irmão e representante Roberto Assis (ex-jogador do Sporting) foram detidos e posteriormente presos em Assunção, onde tinham alguns eventos de publicidade e caridade agendados, por terem ambos entrado no país com um passaporte falso.

“Ficámos totalmente surpresos ao saber que os documentos não eram legais. Desde então, a nossa intenção tem sido colaborar com os tribunais para esclarecer, como fazemos desde o início. Desde aquele momento até hoje, explicámos tudo e fornecemos tudo que a justiça nos pediu”, disse o ex-jogador de 40 anos, no Hotel Palmaroga, no centro de Assunção, onde está em prisão domiciliária há duas semanas.

Antes, Ronaldinho esteve um mês preso num dos edifícios da Polícia Nacional paraguaia, inicialmente sem direito a fiança, mas depois acabou por pagar um total de 1,6 milhões de dólares (cerca de 1,4 milhões de euros) para mudar para o regime domiciliário.

“Fui bem recebido por todas as pessoas na prisão. Jogar futebol, dar autógrafos, tirar fotos, tudo isso faz parte da minha vida e não teria motivos para parar de o fazer, muito mais com pessoas que estavam a viver um momento difícil como eu”, explicou o antigo jogador de FC Barcelona, AC Milan e Paris Saint-Germain.

Dália Lopez, que é procurada pela polícia e que tem um mandado de captura da Interpol, é presidente da Fundação Fraternidade Angelical, pela qual convidou e financiou a viagem de Ronaldinho ao Paraguai para um programa de assistência social infantil na instituição, e é apontada como a chefe de uma suposta quadrilha que falsificou o passaporte do brasileiro e do seu irmão.

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