Jorge Santos, que falava durante uma sessão parlamentar de boas vindas, lembrou que em Julho, o seu país assumirá a presidência da CPLP, na sequência da Cimeira dos chefes de Estados e de Governo da organização, na ilha do Sal.

“A anteceder a Cimeira realizar-se-á, nos dias 14 e 15 de Julho, a 8.ª Assembleia Parlamentar da CPLP, onde a Assembleia Nacional de Cabo Verde assumirá a presidência dessa instância parlamentar”, disse Jorge Santos, destacando que durante o mandato Cabo Verde terá como objectivo “destacar e consolidar o papel da Assembleia Parlamentar da CPLP, que não tem tido uma acção tão activa nos nossos relacionamentos”.

“Queremos uma CPLP que seja muito mais do que uma comunidade de Estados. Que seja uma comunidade de países de princípios, de valores, de pessoas, mas também dos seus interesses e negócios”, sublinhou.

O dirigente cabo-verdiano disse que “essa nova visão da CPLP será marcada por uma agenda” que o seu país pretende “discutir e consensualizar com todos os colegas presentes” na próxima Cimeira.

Jorge Santos sublinhou que a nova agenda contemplará três aspectos fundamentais, designadamente “uma reflexão profunda sobre a livre circulação de pessoas, serviços, bens e capitais” e que irá “analisar e promover o intercâmbio mais intenso e consolidado em matéria de investigação, economia azul e mar, ciência, cultura e tecnologia”.

Por último, Cabo Verde propõe também debater neste evento “a necessidade de um sistema de informação lusófona que possa permitir uma cooperação em matérias policiais e judiciais”.

Jorge Santos recordou que no que concerne à livre circulação de pessoas, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde “estão dando passos importantes”, uma vez que os parlamentos dos dois países já aprovaram legislação para a livre circulação das pessoas e a isenção de vistos para europeus e outras nacionalidades.

O parlamentar cabo-verdiano garantiu que “é transformando a Assembleia Parlamentar da CPLP num fórum de discussão de todas essas questões” que se conseguirá “almejar um espaço lusófono caracterizado pela liberdade de circulação, pelo livre transito, comércio e pela segurança”.

O presidente do parlamento de Cabo Verde realçou também a importância estratégica de São Tomé e Príncipe e de Cabo Verde no golfo da Guiné que, disse, “constituem territórios de capital importância nas relações transatlânticas”.

“O nosso posicionamento geopolítico e geoestratégico conferiu-nos o estatuto de plataformas naturais na construção e na manutenção da paz de da segurança no atlântico e particularmente no Golfo da Guiné, uma região estratégica na geopolítica internacional, tanto do ponto de vista do desenvolvimento sustentável quanto do ponto de vista particularmente económico”, referiu.

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