São Tomé e Príncipe foi destacado por António Guterres no último relatório bianual para a África Central, apresentado hoje num encontro do Conselho de Segurança, em Nova Iorque.

O documento foi lido pelo representante especial do secretário-geral para a África Central, François Louncény Fall, que endereçou elogios a “todas as partes interessadas em São Tomé e Príncipe pelo seu compromisso em resolver as suas diferenças através de mecanismos constitucionais”.

O povo de São Tomé e Príncipe tem mantido “esforços sem descanso para manter a paz e estabilidade”, disse o também chefe do Escritório Regional das Nações Unidas para a África Central (UNOCA).

François Louncény Fall esteve em São Tomé e Príncipe em outubro, a acompanhar o apuramento das eleições na sede do Tribunal Constitucional.

São Tomé e Príncipe realizou eleições legislativas a 07 de outubro, depois das quais procedeu a uma mudança nos dirigentes: um novo governo, que tomou posse a 03 de dezembro, liderado por Jorge Bom Jesus, como primeiro-ministro, e a nova Assembleia Nacional, instalada a 22 de novembro, presidida pelo anterior líder da oposição, Delfim Santiago das Neves.

O partido Ação Democrática Independente (ADI) venceu as eleições de 07 de outubro com maioria simples de 25 dos 55 deputados da Assembleia Nacional (parlamento), mas quem formou o governo foi o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe – Partido Social Democrata (MLSTP-PSD) e da coligação PCD-UDD-MDFM, na sequência de um acordo pós-eleitoral assinado entre as duas forças após as eleições legislativas de 07 de outubro, que garantiu maioria absoluta (28 em 55 deputados na Assembleia Nacional).

O Presidente de São Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho, deu posse a 03 de dezembro ao primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, e aos membros do XVII Governo Constitucional, que integra 12 ministérios e duas secretarias de Estado.

O ADI, partido até então no poder, venceu as eleições com maioria simples (25 deputados), mas o Presidente da República convidou a segunda força mais votada a formar Governo, justificando a decisão com “a atual correlação de forças” no parlamento e “os superiores interesses” do país.

O MLSTP-PSD e coligação tinham prometido fazer cair no parlamento um eventual executivo do ADI.

O líder do ADI e anterior primeiro-ministro, Patrice Trovoada que abandonou o país ainda antes dos resultados oficiais do escrutínio serem publicados pelo Tribunal Constitucional, anunciou o seu afastamento do partido por um período de dois anos.

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